Economia

Portugal foi o país que mais aumentou o IRS no ano passado

Portugal foi o país da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) em que a carga fiscal aplicada aos rendimentos do trabalho mais subiu no ano passado, de acordo com um estudo da organização revelado hoje. Segundo o relatório, o IRS e as contribuições dos funcionários e das entidades patronais representam 42,1% dos salários, no caso de um contribuinte solteiro.

No ano passado, este indicador estava em 41,2%, pelo que a subida de 0,9 pontos percentuais significa que a diferença entre o salário bruto e o salário líquido agravou-se. A subida da carga fiscal pode ser explicada pelas contribuições ou do IRS. No caso de Portugal, o aumento deveu-se à subida do imposto sobre os rendimentos.

Portugal é o 12º país, num grupo de 36 estudado pela OCDE, com impostos mais altos em percentagem dos salários. A carga fiscal média da OCDE é de 35,9%.

Portugal  não esteve isolado no aumento da carga fiscal. Houve 26 países países em que houve subida de impostos, oito em que desceu e dois em se manteve. Espanha foi o país em que a carga fiscal mais desceu.

joao.madeira@sol.pt