Internacional

Brasil. Os 10 discursos mais insólitos dos deputados do impeachment

A queixa que deu origem ao impeachment acusa Dilma de ter manipulado contas para ocultar défices do Estado. Quando os 513 deputados foram chamados a pronunciar-se sobre o mérito da acusação, a esmagadora maioria falou de tudo menos de ‘pedaladas fiscais’. Filtrámos as 10 dedicatórias mais inusitadas da noite.

Jair Bolsonaro | PSC

“Perderam em 64, perderam agora em 2016”, foi a primeira referência ao golpe militar que derrubou a democracia há 52 anos. Mas Bolsonaro foi mais longe: “Pela memória do Coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, o pavor de Dilma”, referindo-se às torturas de que foi alvo a então guerrilheira Dilma.

Ronaldo Fonseca | DF

“Sem medo de ter esperança e com a convicção de que a Constituição Federal ampara essa sessão. Pela paz em Jerusalém, eu voto sim”.

Bruno Araújo | PSDB

“Quanta honra o destino me reservou de poder, da minha voz, sair o grito da esperança de milhões de brasileiros. Por isso, viva o Brasil, sim, pelo futuro”, disse o homem do voto decisivo (o 342.º no ‘sim), que foi apanhado pela investigação Lava Jato como um dos receptores de pagamentos da Odebrecht.

Jean Wyllys | PSOL

“Em nome dos direitos da população LGBT, do povo negro e exterminado das periferias, dos trabalhadores da cultura, dos sem teto, dos sem terra, eu voto não ao golpe! E durmam com essa, canalhas!”, disse o ex-concorrente do Big Brother Brasil antes de seguir caminho para cuspir em Jair Bolsonaro.

Éder Mauro | PSD

“Eu, junto com meus filhos e minha esposa que formamos a família no Brasil, que tanto esses bandidos querem destruir com propostas de que crianças troquem de sexo e aprendam sexo nas escola com seis anos de idade, meu voto é sim!”

Álvaro Antônio | PR

“Só corrigir aqui uma situação: queria mandar um abraço, eu não mencionei meu filho, Paulo Henrique. Paulo Henrique, é para você meu filho! Um beijo!”, disse Antônio interrompendo já a votação do deputado seguinte, Mário Heringer.

Lucas Vergílio | SD

“Voto sim pela minha filha que vai nascer, pela minha sobrinha Helena e por todos os corretores de seguros do Brasil”

Raquel Muniz | PSD

“O meu voto é para dizer que o Brasil tem jeito e o prefeito de Montes Claros mostra isso para todos nós com a sua gestão”, afirmou Raquel Muniz no início da sua declaração pelo voto ‘sim’. O prefeito é Ruy Muniz, seu marido, que na manhã de segunda-feira foi detido pelo Polícia Federal sob suspeita de… corrupção. 

Silvio Costa | PT

“Depois de descobrirem as contas dele na Suíça, parei de bater no deputado Eduardo Cunha, porque ninguém chuta em cachorro morto. Mas hoje vou ter de bater porque o cachorro continua latindo. Outro cara de quem estou com nojo é Michel Temer”, disse ao falar dos homens que Dilma acusa de “liderarem o golpe”.

Alfredo Nascimento | PR

“Numa reunião, o partido decidiu pelo voto ‘não’. Em respeito ao partido, aos meus colegas parlamentares, que comentar que renuncio à presidência do PR porque entendo o meu voto de forma diferente”, disse o ex-ministro de Dilma ao anunciar um ‘sim’ em simultâneo com a saída da liderança do partido.