Internacional

Só um milagre poderá salvar Espanha

Espanha precisa de Governo e Pedro Sánchez (PSOE) está a fazer tudo para o conseguir. Mas a única hipótese que tinha até agora caiu por terra no início desta semana. O líder do Podemos, Pablo Iglesias, prometera consultar o seu partido para saber se havia apoio para um acordo a três com o PSOE e o Ciudadanos. Caso a maioria apoiasse esta fórmula, Pablo Iglesias não se opunha. E era esta a última esperança de Pedro Sánchez.


Contudo, os resultados não foram aqueles de que Sánchez precisava: 91% dos membros do Podemos aceitam coligação com o PSOE mas deixando de parte o Ciudadanos. Uma hipótese que Sánchez não pode aceitar, uma vez que o seu partido já assinou um acordo com Ciudadanos.

A partir de agora, a situação fica mais difícil não só para o líder do PSOE como para o Rei Felipe VI, que nos próximos dias 25 e 26 de abril vai reunir-se com os partidos para saber qual a possibilidade de formação de um governo.

Depois de várias reuniões entre os vários partidos, todas sem sucesso, o Rei pretende perceber que acordos se podem ou não constituir. Se, como tudo aponta, não conseguir chegar a uma conclusão, o Rei procederá à dissolução do parlamento e convocará novas eleições.

Com a data-limite concedida a Sánchez para ‘salvar’ Espanha – 2 de maio – a aproximar-se, Albert Rivera do Ciudadanos propôs um Governo suportado pelo PP, pelo PSOE e Ciudadanos mas liderado por um independente. Só depois das conversas com o Rei espanhol se saberá se a proposta será aceite mas certamente não agradará ao líder do Podemos, que ficará de fora.

Os espanhóis, entretanto, continuam à espera de um milagre que não deverá acontecer.