Economia

Avizinham-se melhores salários? Portugueses acreditam que sim

Portugueses acreditam cada vez mais que a economia nacional está a crescer.

Os portugueses parecem estar cada vez mais confiantes e admitem mesmo acreditar que é possível que a economia nacional cresça já nos próximos meses.

Estas conclusões são de um estudo da GfK, que revela ainda que a maioria dos portugueses acha que o crescimento da economia pode significar conseguir ter um salário melhor. Em janeiro, o indicador de expectativas de rendimento atingiu os 25,5 pontos, “o nível mais elevado desde outubro de 1995”.

Para realizar este estudo foi feito um questionário aos consumidores, realizado em nome da Comissão Europeia em todos os países da EU.

No total, foram inquiridas cerca de 40 mil pessoas, por mês, nos 28 países.

Os salários em Portugal

Os ordenados em Lisboa estão mais de 25% acima da média do país. De acordo com os dados mais recentes do Instituto Nacional de Estatística (INE), relativos a 2014, a média salarial na capital é de 1139 euros, de 229 euros acima da média nacional.

Esta diferença é justificada pelo tipo de trabalho que está localizado nesta zona de Portugal. “A média é maior nesta área porque devido ao tipo de trabalho que existe em Lisboa. Os bons empregos, em termos de remuneração, concentram-se na capital”, justificou João Cerejeira, economista e professor na Universidade do Minho.

Em sentido contrário, as zonas mais penalizadas pelas desigualdades regionais são o Algarve, o Centro e o Alentejo, segundo a informação estatística do INE.

Média salarial desce 

A única surpresa é a zona norte, onde os ordenados médios têm vindo a subir nos últimos anos. Nesta região, o vencimento médio atingiu 812 euros em 2014. Uma subida que muito tem dependido do crescimento das exportações, do turismo e do fraco peso da função pública, explica o economista.

De resto, o salário médio em Portugal, que atingiu 909 euros em 2014, registou descidas no período da troika. Os portugueses recebiam em média 912 euros em 2013. Entre 2007 e 2012, a média do ordenado dos portugueses subiu de ano para ano. Mas, a partir de 2012, esta trajetória nos vencimentos inverteu-se.