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Comissão aprova impeachment. Dilma pode ser suspensa na quarta-feira

A Comissão do Senado brasileiro encarregue de dar aval ao processo de impeachment de Dilma Rousseff, aprovado em abril na Câmara de Deputados, aprovou a continuidade em votação nesta sexta-feira à tarde que ditou apenas cinco votos de apoio à presidente.

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Com este resultado, o processo de destituição passa agora para o plenário do Senado, onde na quarta-feira os 81 senadores serão chamados a dar sinal verde à continuação do processo. Se uma maioria simples – 41 senadores – decidir que Dilma deve ir a julgamento, a presidente será de imediato suspensa das suas funções, por um período máximo de 180 dias.

Michel Temer, o atual vice-presidente e que juntamente com o presidente da Câmara de Deputados Eduardo Cunha – que ontem também se viu suspenso por decisão do Supremo Tribunal Federal – é apelidado por Dilma como “líder do golpe”, assumirá temporariamente as funções de presidente do Brasil.

O julgamento prosseguirá nos meses seguintes, com um de dois finais: ou Dilma vence e é restituída ou perde e será definitivamente afastada e proibida de ser eleita para cargos públicos durante oito anos. Temer ficará presidente até ao final do mandato, em 2018.