Sociedade

Professores a favor da escola pública tentam mobilização contra colégios

A guerra em volta dos contratos com associação continua ao rubro. Enquanto os defensores das escolas privadas financiadas pelo Estado preparam uma grande manifestação para o próximo domingo em Lisboa, começa em Coimbra uma tentativa de mobilização para defender a posição do Governo que quer eliminar redundâncias entre a rede pública e a oferta privada paga pelo Estado.

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O apelo vem de Rosário Gama, dirigente da associação de pensionistas e reformados APRE!, militante socialista e ex-diretora da escola pública que mais vezes apareceu no topo dos rankings, a Escola Secundária Infanta D. Maria, em Coimbra.

Não é por acaso: Coimbra é o distrito onde se verifica uma maior redundância entre a oferta pública e a oferta privada financiada pelo Orçamento do Estado.

“Em Coimbra há 16 escolas públicas do 2º e 3º ciclos e ensino secundário a menos de 10 km dos 5 estabelecimentos de ensino particular e cooperativo com contrato de associação. A oferta pública existente, ao nível dos ensinos básico (2º e 3º ciclos) e secundário é por isso mais que suficiente para acolher as turmas de início de ciclo identificadas no estudo de redundâncias da rede”, lê-se num documento hoje divulgado pelo Ministério da Educação.

Convencida de que é preciso mostrar nas ruas o apoio a esta medida do ministro Tiago Brandão Rodrigues, Rosário Gama usa o Facebook para tentar mobilizar manifestantes.

"Amigos e Amigas de Coimbra: muitos de vós sois professores e professoras, dais aulas nas escolas da cidade com mais contratos de associação. Tenho a certeza que conseguis junto dos vossos colegas de escola mobilizar todos os colegas e pais de alunos e de alunas para uma grande concentração, em Coimbra, contra a intoxicação que nos entra em casa, favorável aos colégios. A população está maioritariamente com a Escola Pública, é só uma questão de capacidade de organização! Vamos lá?!!!", escreve a professora reformada.