Sociedade

Ministério da Saúde considera que há margem no SNS para poupar 150 a 200 milhões de euros por ano

O tema quente do momento, da relação entre Estado e sector privado na prestação de serviços à população, promete instalar-se na saúde. O ministro da Saúde assumiu hoje no parlamento que dos mil milhões de euros que o SNS gasta anualmente enviando doentes para o privado porque não lhes consegue dar resposta, há margem para reduzir essa despesa em 15% a 20% se os serviços públicos fizerem mais e forem melhor rentabilizados. Em causa estariam 150 a 200 milhões que poderiam ser usados para financiar a saúde pública, disse Adalberto Campos Fernandes.

“Instituiu-se em Portugal um sector privado de dependência”, afirmou Adalberto Campos Fernandes, considerando que o sector privado deve trabalhar com o SNS numa relação de transparência mas não “dependência de uso, que não é boa para o Estado nem para o sector privado que de um momento para o outro pode ver o financiamento comprometido.”

A tutela reiterou que a intenção do governo é "internalizar" a resposta, quer levando hospitais mais pequenos e intermédios a fazer mais cirurgias quer na área dos exames médicos. Quanto às PPP, lembrou que uma comissão de peritos está a estudar o assunto para ver se há mais-valias. Se houver, poderá até haver novos concursos para melhorar a resposta à população. “Não faz sentido que pessoas de Sintra não possam ir ao Hospital de Cascais (PPP) e tenham de ir ao Amadora-Sintra.”