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Para o BE só há uma solução para a greve dos estivadores

Catarina Martins trouxe hoje para o debate quinzenal com o primeiro-ministro o tema da greve dos estivadores, já depois de António Costa ter respondido a Pedro Passos Coelho que o limite para resolver esse problema "é hoje".


A líder do BE lembrou que o que está em causa é a criação de empresas de trabalho temporário pelos operadores portuários "que concorrem umas com as outras a ver quem aluga o trabalhador mais barato à hora".

A situação é considerada inaceitável pela líder bloquista que a compara a uma "verdadeira praça da jorna do século XIX".

Face a isso, Catarina Martins encontra uma única forma de acabar co, o problema: "Para o BE a solução é uma acabar com as empresas de trabalho precário que concorram umas com as outras".

"Este é o mínimo para a decência", sublinhou, lembrando que "há quem tenha culpas, há quem esteja a ganhar" e que quem está a ganhar "são os operadores que querem baixar os cursos do trabalho".

De resto, a líder do BE afasta a ideia de quem vê nos trabalhadores da estiva uma posição irredutível, lembrando que "com as suas cedências pouparam já dois melhores de euros aos operadores".

Num momento em que decorre uma reunião entre estivadores, operadores e Governo, Costa evitou dar uma resposta concreta a Catarina Martins.

"Peço que compreenda que vá ser muito económico nas minhas palavras", desculpou-se, aludindo ao encontro em curso no qual está a ministra do Mar.

"A última coisa que eu gostaria era dar uma resposta que comprometesse o esforço que o governo está a fazer para que as partes cheguem a acordo", afirmou o primeiro-ministro, recordando os efeitos da greve na economia.

"Estamos a perder tráfego para portos espanhóis e a encarecer os custos para empresas", lembrou, afirmando ter "a esperança e a confiança que seja possível encontrar uma solução entre as partes".

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