Internacional

Boko Haram com cada vez mais força

Quando a 29 de maio de 2015 a Nigéria viu Muhammadu Buhari subir ao poder, já o país sofria com os ataques e raptos constantes do grupo islamita Boko Haram. Na sua tomada de posse, o novo Presidente prometia acabar com a insurgência do grupo. “O Boko Haram é um grupo pouco esperto e inútil. Está muito longe dos valores do Islão”, disse então. Buhari chegou mesmo a estipular um prazo para eliminar “tecnicamente” o grupo islamita: 31 de dezembro de 2015. No entanto, o Boko Haram permanece ativo em várias zonas da Nigéria, aparentemente capaz de atacar à vontade.

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Este mês, o Gabinete das Nações Unidas para a Assistência Humanitária, OCHA, garantiu que os atentados suicidas levados a cabo pelo grupo na Nigéria são cada vez mais frequentes, ocorrendo “em mais locais e quase todos os dias”.

Quando este mês decorreu a cimeira internacional sobre a segurança, convocada pelo Presidente da Nigéria, o Presidente francês François Hollande foi o único líder não africano a participar no encontro. O tema em destaque foi o combate ao Boko Haram. Hollande pediu à comunidade internacional para não baixar os braços no combate ao grupo radical islâmico. “O Boko Haram é o grupo terrorista mais bárbaro e mortífero do mundo. Temos de apoiar o Governo nigeriano e os países vizinhos. Temos de ajudá-los a serem mais eficazes”, pediu o Presidente francês. No mesmo dia, o Reino Unido prometeu ao país uma ajuda de 50 milhões de euros para o combate ao grupo terrorista.

A insurgência do Boko Haram na Nigéria começou em 2009 e rapidamente se estendeu ao Chade e Camarões. Na Nigéria o grupo já provocou mais de 20 mil mortes e obrigou à deslocação de mais de 2,5 milhões de pessoas.