Economia

OCDE: Taxa de emprego em 2017 deverá regressar aos níveis pré-crise

Portugal está entre os países com pior qualidade do emprego.

A taxa de emprego em 2017 deverá regressar aos níveis “pré-crise”, mas Portugal será um dos países em que isso não vai acontecer.

De acordo com o relatório 'Perspetivas do Emprego 2016', divulgado esta quinta-feira pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Economico (OCDE), a taxa média de emprego entre os países que integram este organismo deverá atingir os 61% em 2017.

No final de 2015, a taxa de emprego de pessoas entre os 15 e os 74 anos situou-se em 60,2% e no final deste ano deverá atingir os 60,8%.

Segundo a OCDE, há países que já ultrapassaram os níveis pré-crise em termos de emprego (Chile, Alemanha e Turquia), enquanto o intervalo entre as perspetivas para 2017 e o final de 2007 permanece elevado em alguns países europeus, nomeadamente Grécia, Irlanda e Espanha.

Em todo o caso, a OCDE diz que dois terços dos seus 34 membros deverão recuperar essas taxas pré-crise. Portugal não será um deles, na medida em que a taxa deverá atingir os 58,7% em 2017. Em 2007, era de 63,5%.

Os dados desta organização revelam ainda que Portugal está entre os países com a pior qualidade no emprego. Em Portugal, a qualidade do emprego era relativamente má antes da crise" mas "os dados pós-crise mostram poucas alterações na qualidade dos rendimentos, enquanto a segurança no mercado de trabalho caiu consideravelmente devido ao aumento do desemprego, que ainda está longe de ser absorvido, e a qualidade do ambiente de trabalho melhorou ligeiramente para aqueles que ainda estão empregados”.

Relativamente ao desemprego, Portugal tinha uma taxa de 7,8% em 2017 e no final de 2017 deverá situar-se nos 11,3%.

O desemprego médio entre os países membros da OCDE situa-se atualmente nos 6,5% e a organização estima que alcance os 6,1% no próximo ano.

Esta instituição voltou a alertar para a situação do desemprego de longa duração já que um em cada três desempregados estava há mais de um ano sem trabalhar no final de 2015.