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António Costa diz que Governo não adoptará qualquer medida adicional em matéria orçamental

António Costa voltou a reafirmar que o Governo vai bater-se em todas as frentes contra a "injustiça de aplicação de sanções a Portugal".

O primeiro-ministro, António Costa, assegurou hoje que o Governo não assumiu nem adotará qualquer medida adicional ou qualquer plano B em matéria orçamental porque a execução "está em linha com o previsto para 2016".

"Portugal não assumiu nenhum compromisso de adoção de qualquer medida adicional ou de um plano B. Não se justifica qualquer adoção de medidas orçamentais adicionais ou planos B. E não assumiremos qualquer medida nesse sentido", respondeu António Costa à deputada Catarina Martins do Bloco de Esquerda, quando esta lhe perguntou se havia algum compromisso do executivo com algum tipo de austeridade junto da Europa.

Antes, em resposta ao líder da bancada do PS, Carlos César, o primeiro-ministro lamentou que o PSD tenha cedido à nos últimos dias à "mesquinhez partidária" e quebrado o consenso nacional que existia à volta da questão da recusa de aplicação de sanções a Portugal por défice excessivo.

"É absolutamente lamentável que a direção do PPD/PSD não tenha resistido à tentação da mesquinhez partidária de atacar a execução orçamental de 2016 para encobrir fracasso da execução de 2015", disse.

António Costa voltou a reafirmar que o Governo vai bater-se em todas as frentes contra a "injustiça de aplicação de sanções a Portugal".

O chefe do Governo já tinha admitido na intervenção de abertura do debate no parlamento sobre o Estado da Nação que, os dados da execução orçamental entre janeiro e maio deste ano, reforçam a confiança do rumo que "levará já este ano o país a sair do procedimento por défice excessivo, sem planos B e sem medidas adicionais".