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“A minha música merece passar em qualquer rádio do planeta”

Entrevista a José Cid.


Mal nos encontramos, cumprimentos feitos, José Cid atira com um “Ai estou tão contente!”. Parece um miúdo, tal é a satisfação. “Então porquê?”, perguntamos. “O cavalo com que terminei a minha carreira desportiva e que, no final, mandei para Espanha onde vive no campo com três éguas teve hoje o primeiro potro!”.

A partir daqui, os primeiros minutos da entrevista são passados a ver fotos e a ouvir histórias sobre este cavalo e sobre a região de Espanha onde o animal se encontra. José Cid pode ser o homem de “Favas com Chouriço”, “Na Cabana Junto à Praia”, “Como o Macaco Gosta de Banana”  ou “Cai Neve em Nova Iorque”, que neste momento percorre o país na tournée Arenas, que até setembro o levará a praças de touros do norte a sul do país. Mas antes durante anos, paralelamente a tudo isto, houve também o cavaleiro. E é por aí que começamos conversa.

Os cavalos são uma paixão muito antiga para si?

Sim, os de obstáculos, sobretudo. Sempre andei a cavalo, fazia cowboiadas com os amigos, tipo índios e cowboys, caçava lebres... A partir de 1976 comecei a entrar em competições, sempre a montar muito mal, mas fui melhorando até que, em 1991, fui vice-campeão nacional de salto em altura, a 2,10m, o que é de nível internacional.

Isso sem nenhuma formação?

Sim, fui autodidata. Via os mais velhos e fazia-lhes perguntas. E seguia os conselhos que me davam.

[...]

Acha que já devia ter sido condecorado pelo Estado português?

Isso é o que você está a dizer. Mas alguns deles até se calhar têm offshores. E eu não tenho. Porque é que não hei de ser condecorado?

Esse seu lado provocador pode, por vezes, afastá-lo dessas situações.

Uma pessoa sem sentido de humor não tem cérebro. Eu rio-me muito de mim próprio e isso dá-me direito a ter sentido de humor. [...]. Mas normalmente só sou apanhado seis anos depois de dizer as coisas [diz em referência à recente polémica em torno de uma entrevista, datada de 2010, na qual, entre outras coisas, disse que os transmontanos eram "medonhos e desdentados"]. Pessoas que não perdoam seis anos depois é porque não têm o cérebro todo. [...]. Mas depois não há problema nenhum que o Aberto João Jardim chame filhos da pu... aos continentais ou que a Maitê Proença diga que somos todos uns imbecis [...].

 

Leia a entrevista na íntegra no B.I., na edição do SOL, hoje nas bancas