Economia

Governo tem “preocupação profunda” com Novo Banco e prepara-se para venda a preço de saldo

O Ministério das Finanças comunicou ao Banco de Portugal (BdP) que tem uma “profunda preocupação” com a venda do Novo Banco que está a ser conduzida pelo supervisor bancário. Na carta que seguiu para Bruxelas a contestar a aplicação de sanções por défice excessivo, o Ministério das Finanças descarta a possibilidade de serem canalizados novos auxílios públicos para a instituição e que está a estudar cenários para mimimizar uma venda por um preço “baixo”.

Num documento técnico que acompanha a carta a Bruxelas, o Ministério das Finanças explica que o processo de venda do Novo Banco está a ser conduzida pelo Banco de Portugal, depois do “fracasso” da primeira tentativa de venda.

O banco tem de ser vendido até agosto de 2017, caso contrário entrará num um processo de liquidação. “O Governo português já expressou ao Banco de Portugal a sua profunda preocupação com o processo de venda, nomeadamente porque o governo não considera a possibilidade de novos auxílios estatais”.

Na carta, o Governo admite também um cenário de uma venda por um preço inferior aos 4,9 mil milhões de euros que a instituição recebeu. O ministério “está a negociar com o Fundo de Resolução novas condições para o empréstimo do Tesouro que pode tornar o fundo solvente, mesmo que um preço muito moderado pelo Novo Banco se materialize no processo de venda”.