Desporto

China: não houve Mou-Pep para ninguém

E o treinador José Mourinho não ficou nada satisfeito.

A digressão do Manchester United pela China terminou com o último jogo, frente ao Manchester City, a ser cancelado, devido ao mau tempo, num culminar de incidentes que deixou o técnico português José Mourinho insatisfeito.

Face ao mau tempo e ao estado do relvado, "os organizadores do evento e ambas as equipas decidiram cancelar o jogo, em prol da segurança dos jogadores", anunciou a empresa organizadora LeSports, numa mensagem enviada aos jornalistas.

O anúncio, feito três horas e meia antes da hora marcada para o início da partida, foi apenas o culminar de uma digressão de oito dias pela China, que não deixará saudades ao técnico português.

"É o que temos", lamentou no domingo Mourinho, mostrando-se apreensivo com o mau estado do relvado do ‘Ninho do Pássaro’, o estádio que acolheu os Jogos Olímpicos Pequim 2008, e para onde estava marcada o jogo.

"Não podemos simplesmente fugir e não jogar. Temos que jogar e tentar o nosso melhor. Normalmente, quando digo melhor, quero dizer um bom resultado. O resultado que eu quero para amanhã [esta segunda-feira] é ir para casa sem jogadores lesionados", ironizou.

Também o técnico do Manchester City, Pep Guardiola, fixou como a "meta mais importante que os jogadores não se lesionem".

O confronto entre as duas equipas de Manchester, no âmbito da digressão asiática e integrado na International Champions Cup, estava a gerar muito interesse, não só face à rivalidade dos dois emblemas, mas por opor Pep Guardiola a José Mourinho.

Os dois técnicos, que assumem as equipas de Manchester esta temporada, tiveram uma rivalidade histórica em Espanha, entre 2010 e 2012, com Guardiola à frente do FC Barcelona, e Mourinho no Real Madrid.

Na Internacional Champions Cup, Mourinho já tinha visto na sexta-feira o Manchester United ser goleado pelos alemães do Borussia Dortmund (4-1).

Os bilhetes mais baratos para o jogo estavam fixados em 70 euros, enquanto os mais caros chegavam aos 240 euros.

Estradas transformadas em canais de água turva, carros totalmente submersos e estações de metro inundadas são algumas das imagens do caos que reinou em Pequim, na semana passada, após um dia de chuva intensa.

"Está [quase] no fim, o último dia, a última partida, e depois vamos para casa e treinaremos em melhores condições, que permitam aos jogadores sentir-se bem e elevar os seus níveis de concentração e intensidade para um nível alto", referiu no domingo o técnico.

Sede de um município com 21,5 milhões de habitantes e uma área equivalente a metade da Bélgica, Pequim mantém um sistema de drenagem antiquado, sobretudo nas zonas mais antigas e no centro.

Em julho de 2012, um único dia de chuva intensa provocou a morte de 79 pessoas em Pequim.