Economia

Reembolsos de IRS estão acima do ano passado. Combustíveis e tabaco seguram défice

Nos primeiros seis meses do ano foram devolvidos às famílias mais de 1,3 mil milhões de euros em reembolsos de IRS, segundo o boletim de execução orçamental publicado ontem pela Direção Geral do Orçamento. O prazo legal para o acerto de contas do fisco só acaba a 31 de agosto mas, até ao momento, o montante já pago ultrapassa em 125 milhões de euros o foi pago no mesmo período do ano passado.

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Os reembolsos e a eliminação parcial da sobretaxa este ano estão a provocar uma descida da coleta de IRS, mas a receita fiscal total do Estado subiu 2,7% nos primeiros seis meses do ano, contribuindo para um maior equilíbrio das contas públicas.

Os principais contributos para a melhoria deste indicador vêm do imposto sobre combustíveis e do imposto sobre o tabaco, que foram agravados no início do ano para compensar o alívio nos rendimentos.

Segundo os dados da DGO, o défice da administração pública diminuiu 971 milhões de euros face ao primeiro semestre de 2015, tendo atingido 2,867 mil milhões. Este resultado foi obtido graças a um “crescimento da receita superior ao da despesa”.

Embora a subida de 2,7% da receita fiscal seja uma evolução abaixo do orçamentado, os gastos do Estado estão mais contidos do que no OE, em parte graças à descida do investimento público.

Os reembolsos do IRS são uma das principais fontes de pressão da execução orçamental deste ano, já que a reforma deste imposto feita pelo anterior governo está a beneficiar o acerto de contas das famílias com filhos.