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O Brasil tem um novo herói

O país vibrou com o feito estrondoso de Thiago Braz da Silva

Foi dia de festa no Rio. A vitória de um atleta da casa, Thiago Braz da Silva, ao derrotar aquele que era considerado imbatível, o francês Renaud Lavillenie, e ainda para mais com uma grande marca.

A final do salto com vara fechou o dia, afetado pela chuva, com suspensão das provas por mais de 20 minutos e até repetição de corridas. E nada, muito menos a chuva, impediu o surgimento de grandes marcas, também nos 800 metros, com o queniano David Rudisha a defender o título, e nos 400, com Shaunae Miller, das Bahamas, literalmente a 'voar' para o ouro.

Não estava na primeira linha de favoritos mas foi o melhor nos momentos decisivos, ganhando a batalha psicológica de mandar subir a fasquia e prescindir de saltos, face a um adversário que até aos 5,98 metros tinha um percurso limpo.

Com o sucesso de hoje, Braz da Silva torna-se o 15.º atleta a passar os 6,00 metros e entra diretamente para sexto melhor de todos os tempos.

Antigo campeão mundial de juniores, Braz da Silva, de 22 anos, ainda não tinha um grande resultado como sénior e acabou por baralhar todas as previsões, dando ao Brasil o título na vara quando isso era esperado mas no setor feminino, com Fabiana Murer.

Lavillenie parecia em rota para defender o título: entrou só a 5,75 e limpou por quatro vezes, até 5,98.

Com uma réplica que não costuma ter, falhou por pouco por duas vezes a 6,03 e depois, em desespero de causa, mandou a fasquia para 6,08, uma marca que só ele próprio e o ucraniano Sergey Bubka já passaram.

Não era o seu dia, derrubou com muita clareza e após um breve momento de desânimo acabou por festejar a medalha de prata com o que é, também uma grande marca.

Numa final muito interessante, com cinco atletas acima dos 5,75, o norte-americano Sam Kendricks ficou com a medalha de bronze, com 5,85.

A ronda já trazia, da sessão da manhã, um recorde mundial no martelo, para a polaca Anita Wlodarczyk, e a segunda marca de sempre nos obstáculos, para Ruth Jabeth, do Bahrein.

Thiago Braz da Silva, de 22 anos, é o novo 'herói' do desporto brasileiro, arrecadando uma medalha de ouro que só era esperada no setor feminino, com Fabiana Murer.

O antigo campeão do Mundo júnior quebrou por duas vezes o recorde sul-americano e, com 6,03 metros à segunda tentativa, saltou para sexto melhor de sempre, derrotando assim Lavillenie, recordista mundial e campeão de Londres2012.

Não estava na primeira linha de favoritos mas foi o melhor nos momentos decisivos, ganhando a batalha psicológica de mandar subir a fasquia e prescindir de saltos, face a um adversário que até aos 5,98 metros tinha um percurso limpo.

Lavillenie parecia em rota para defender o título: entrou só a 5,75 e limpou por quatro vezes, até 5,98.

Com uma réplica que não costuma ter, falhou por pouco por duas vezes a 6,03 e depois, em desespero de causa, mandou subir a fasquia para 6,08, uma marca que só ele próprio e o ucraniano Sergey Bubka já passaram.
Numa final muito interessante, com cinco atletas acima dos 5,75, o norte-americano Sam Kendricks ficou com a medalha de bronze, com 5,85.

Quem revalidou o título foi Rudisha, também recordista do mundo dos 800 metros, hoje creditado com 1.42,15, melhor marca mundial do ano.

Em segundo, Taoufik Makhloufi melhorou o recorde da Argélia para 1.42,61 e o norte-americano Clayton Murphy fez recorde pessoal, com 1.42,93 - uma medalha de bronze com sabor especial, já que a anterior dos EUA, também do mesmo metal, de Johnny Gray, era de 1992.

A final dos 400 metros femininos teve um desfecho pouco visto, com Shaunae Miller, das Bahamas, totalmente em queda na passagem da meta, face a uma reação fantástica da norte-americana Allyson Felix.

Claramente exausta e a ver o título a escapar, Miller atirou-se para a frente e 'mergulhou' sobre a meta, segurando a vantagem por escassos sete centésimos de segundo sobre Felix - 49,44 segundos (melhor marca do ano) e 49,51.

A velocista das Bahamas chegou ao Rio de Janeiro com o melhor tempo de 2016 e com o estatuto de vice-campeã do mundo, no ano passado, atrás de Felix. O pódio de hoje acaba por ser composto pelas mesmas atletas dos Mundiais de 2015, já que o bronze foi para a jamaicana Shericka Jackson, com 49,85 segundos.

Na sessão da manhã, Anita Wlodarczyk, melhorou o seu próprio recorde para 82,29 metros, enquanto Ruth Jebeth, do Bahrain, passou para segunda de sempre do 'ranking' de 3.000 m obstáculos, com 8.59,75 minutos.

E na ginástica, o sonho das cinco medalhas de ouro de Simone Biles esfumou-se, já que a jovem texana, três vezes campeã no Rio de Janeiro, não foi além do bronze na final da trave e assim passa a ter como limite quatro triunfos, caso vença no solo mais logo, numa prova em que é grande favorita.

No dia em que primeiro dia sem qualquer ouro olímpico para os Estados Unidos desde 20 de agosto de 2008, fica por realizar o objetivo mais ambicioso, já que Biles ficou atrás da holandesa Sanne Wevers, nova campeã, e da também norte-americana Lauren Hernandez.

Ainda na ginástica, entregaram-se duas medalhas de ouro no setor masculino, uma para o grego Eleftherios Petrounias (argolas) e outra para o norte-coreano Ri Se-gwang (salto de cavalo), curiosamente a suceder na lista de campeões a um ginasta sul-coreano.

Num dia em que foram adiadas as duas regatas por medalhas de Laser, a praia de Copacabana assistiu à primeira final de águas abertas, os 10 km femininos, com vitória da holandesa Sharon van Rouwendaal, a vice-campeã de há quatro anos.

A italiana Rachelle Bruni arrebatou a medalha de prata e a brasileira Poliana Okinoto a de bronze, despois da desqualificação da francesa Aurelie Muller, campeã olímpica de Londres, que terminara na terceira posição.

Sem surpresas, A britânica Charlotte Dujardin, montando Valegro, revalidou o título de ensino individuais, superando no final duas cavaleiros germânicas.

No boxe, a final dos pesados - 91 kg - coroou russo Evgeny Tishchenko, que derrotou na final o cazaque Vassiliy Levit.