Economia

Madeira deve atingir sete milhões de dormidas este ano

Funchal foi regressando à normalidade e continua a captar a atenção dos turistas.

A Madeira deverá atingir este ano os sete milhões de dormidas em unidades hoteleiras. As contas são do presidente do governo Regional, Miguel Albuquerque. “A taxa de ocupação hoteleira está ótima, como de resto ao longo de todo o ano. No ano passado tivemos 6,630 milhões de dormidas. Foi um ano excecional e este ano pensamos atingir os 7 milhões de dormidas”, declarou o governante.

Para atingir estes números recorde, a Madeira vai apostar cada vez mais na apresentação dos mais variados eventos e, Miguel Albuquerque dá como exemplo, a importância da Festa do Vinho na promoção do destino que vai decorrer até ao próximo dia 11 de setembro. Este evento representa um investimento de 275 mil euros do governo Regional e envolve mais de 1.500 pessoas.

Esta festa contou pela primeira vez com o cortejo histórico e etnográfico. O desfile envolveu cinco carros alegóricos e cerca de 500 figurantes e procurou retratar a história do vinho e da região, numa altura em que a taxa de ocupação hoteleira ronda os 89%.

Turismo a recuperar

A verdade é que existiam algumas dúvidas em relação à recuperação do turismo no arquipélago depois dos incêndios que ocorrem no Funchal, no passado mês de agosto.

No entanto, uma semana depois, a Secretaria Regional da Economia, Turismo e Cultura da Região Autónoma da Madeira já anunciava que as atividades turísticas na Madeira estavam a regressar à normalidade. Também o presidente da câmara do Funchal, Paulo Cafôfo, referiu que “todo o potencial turístico do Funchal se mantém intacto e inalterado”.  

Na altura, o governo Regional lembrava que todos os passeios pedestres oficialmente recomendados já estavam operacionais, apesar de admitir a existência de “alguns condicionamentos de trânsito devido às operações de rescaldo em algumas zonas”. Mais tarde foi a vez de reabrir o Jardim Botânico e o Teleférico do Monte. 

Também em resposta aos prejuízos causados pelo incêndio, o ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, anunciou linhas de crédito para apoiar o turismo na ordem dos dez milhões de euros. 

Estas linhas de crédito, de acordo com o governante, permitem prazos de financiamento muito alargados, com um período de carência em que não se tem que pagar nada durante três anos, e juros muito mais baixos do que o normal, porque 75% é coberto pelo Turismo de Portugal. Os prazos de pagamento rondarão os dez anos. O objetivo era simples: para que o “processo não se arraste e não se percam pelo meio postos de trabalho ou haja empresas que fechem”.