Economia

CaixaBank. Futuro do BPI "não pode ser adiado mais"

Presidente do banco espanhol diz que tem de haver uma decisão na assembleia-geral do BPI em 21 de setembro.

O presidente executivo do CaixaBank afirmou, esta quarta-feira que, apesar de ter paciência, tem que haver uma decisão na assembleia-geral do BPI em 21 de setembro quanto à limitação dos direitos de voto do banco português.

"Paciência, temos toda, e continuaremos a ter, (...) não estou zangado. (...) É melhor ser frio e calmo" com a situação, disse Gonzalo Gortázar num pequeno-almoço do Fórum Nova Economia, em Madrid, acrescentando que "o importante é defender os interesses dos acionistas" do CaixaBank.

Recorde-se que, a Assembleia-geral do BPI do dia 6 de setembro foi adiada para dia 21 de setembro a pedido do CaixaBank. Os investidores aceitaram atrasar a discussão dos estatutos do banco por mais duas semanas.

Essa suspensão aconteceu após ter sido conhecido que o tribunal aceitou a providência cautelar do acionista Violas Ferreira Financial no sentido de não poder ser votada a proposta de alteração de estatutos apresentada pelo Conselho de Administração do banco.

A questão da desblindagem de estatutos tornou-se um assunto maior no BPI devido à 'guerra' que opõe os principais acionistas, o espanhol Caixabank e a angolana Santoro, de Isabel dos Santos, que não se entendem quer na redução da exposição do banco a Angola (por causa das regras do Banco Central Europeu), quer numa estratégia para o BPI.

Já na semana passada, o jornal digital El Confidencial revelou que o presidente da CriteriaCaixa, acionista maioritário do CaixaBank, Isidro Fainé, "pondera muito seriamente retirar a proposta de compra, face ao novo obstáculo judicial surgido para controlar o terceiro banco luso" e admitiu que estava "farto das boas palavras" das entidades reguladoras e do Governo de António Costa.