Politica

Pensões. Jerónimo defende aumento acima dos 10 euros

Jerónimo de Sousa considerou hoje que a disponibilidade do governo para aumentar as pensões, no âmbito da discussão do Orçamento do Estado para o próximo ano, mostra que existe “um bom caminho” para a convergência. “Essa disponibilidade aparentemente existente da parte do governo é um bom caminho para procurar a convergência. Há muitos anos que não há qualquer aumento para centenas de milhares de reformados e pensionistas”.

O secretário-geral dos comunistas defendeu, no final da reunião do Comité Central, um “aumento extraordinário das reformas e pensões não inferior a 10 euros, quer para as pensões mais baixas, quer para as restantes, visando a reposição das parcelas de rendimentos perdidas nos últimos quatro anos”.

A exigência do PCP surge um dia depois de António Costa ter assumido, na rentrée do PS, que o governo “não deixará de assegurar àqueles que recebem as mais baixas pensões que as suas pensões serão respostas e permitirão repor o poder de compra, diminuindo as desigualdades entre pensionistas”.

Para além do aumento das pensões, Jerónimo defendeu que é preciso acabar com o pagamento do subsídio de Natal dos pensionistas em duodécimos. “Não se justifica esta manutenção dos duodécimos”.

Jerónimo de Sousa garantiu ainda, que no âmbito do orçamento para o próximo ano e no plano da intervenção política, o PCP vai bater-se, nos próximos meses, pelo aumento do salário mínimo para 600 euros a partir do início do próximo ano, pela revogação das normas gravosas da legislação laboral, pela gratuidade dos manuais escolares e pela necessidade de tributar o “património mobiliário e o grande património imobiliário e de luxo, aliviando os impostos sobre os trabalhadores, o povo e as pequenas e médias empresas”.

O PCP insiste na ideia de que uma resposta sólida aos problemas nacionais é “crescentemente inconciliável” com as imposições da União Europeia. “A resposta sólida aos problemas económicos e sociais do País, exige o abandono das opções do governo do PS de não romper com os constrangimentos externos e com os interesses do capital monopolista e colocam a necessária e indispensável resposta política para assegurar a afirmação de um Portugal desenvolvido e soberano”, defendeu o secretário-geral do PCP, após a reunião do Comité Central que “deu seguimento aos trabalhos de preparação do XX Congresso do PCP com a aprovação das Teses-Projecto de Resolução Política”. O congresso realiza-se nos dias 2, 3 e 4 de dezembro na cidade de Alma