Economia

Escritórios. Arrendamento dispara em setembro

Mas apesar do sucesso do mês passado, a procura está muito aquém quando comparada com 2015.

Só no mês de setembro foram arrendados quase nove mil metros quadrados de escritórios. Este valor representa um aumento de 122% face ao mês anterior (3918 metros quadrados), mas muito inferior em relação ao período homólogo, altura em que foi arrendado um volume mensal recorde na ordem dos 35 mil metros quadrados. Os dados foram revelados pela consultora imobiliária JLL.

 A consultora diz ainda que foram concretizadas 17 operações de arrendamento de escritórios na capital em setembro, com uma área média de 511 metros quadrados. “Apenas duas operações registaram a transação de áreas superiores a mil m2, situadas no Parque das Nações e Corredor Oeste, que foram, aliás, as duas zonas mais ativas no mês, cada uma com 28% de ocupação”, refere.

Já em termos acumulados, nos primeiros nove meses do ano foram arrendados quase 100 mil metros quadrados em Lisboa, menos 5% que no período homólogo (mais de 105 mil metros quadrados).

Mercado residencial também sobe Também as vendas realizadas pelo departamento residencial da JLL aumentaram 37% no primeiro semestre de 2016 face ao mesmo período de 2015. Desde janeiro, a consultora angariou 23 novos empreendimentos de habitação de gama média-alta e alta em Lisboa, Cascais e Porto, para comercialização em regime de exclusividade ou coexclusividade. Este crescimento deve-se não só à aquisição de uma outra empresa, a Cobertura, mas também “ao bom momento do mercado residencial”.

“Este setor apresenta uma dinâmica nunca antes vista, não só pela forte procura internacional como também pela crescente procura do público nacional. E dadas as perspetivas positivas para a sua evolução e a nossa capacidade de resposta e qualidade de serviço, acreditamos que, até ao final do ano, vamos continuar a crescer não só em termos de vendas como de projetos em comercialização”, revela a empresa.

Nos primeiros seis meses de 2016, a JLL/Cobertura vendeu unidades residenciais a compradores oriundos de 22 nacionalidades diferentes, sendo 35% das transações realizadas por portugueses e 65% por estrangeiros, de entre os quais se destacam brasileiros, franceses e clientes do Médio Oriente.

Segmento alto A consultora prevê que, este ano, cerca de 720 novos apartamentos da gama alta estejam em venda no centro de Lisboa, um número que representa um crescimento de cerca de 18% face à oferta contabilizada no ano passado, em torno das 600 unidades, e de 40% face a 2014 (pouco mais de 500 apartamentos).

Para a JLL, ainda que seja evidente a tendência de crescimento, o mercado residencial premium em Lisboa continua a ter uma dimensão reduzida, especialmente num panorama global, face ao qual se mantém também bastante atrativo em termos de preço. De acordo com a consultora, o preço médio de venda deste tipo de apartamento nas localizações prime da capital – nomeadamente Avenida da Liberdade, Chiado e Baixa – rondará os oito mil euros/m2, um valor bastante abaixo de outras capitais europeias como são os casos de Madrid (em torno dos 12 050 euros/m2), Berlim (14 925 euros/m2) ou Roma (15 873 euros/m2).