Economia

Lucros da Galp caem para 361 milhões de euros

A margem de refinação da Galp foi de quatro dólares por barril, menos 2,7 dólares por barril do que no período homólogo.

A Galp lucrou menos 26% atingindo os 361 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano face ao período homólogo. Já no terceiro trimestre do ano, a queda foi de 36% para 115 milhões de euros quando comparado com o mesmo período de 2015. A empresa foi penalizada pela descida da margem na refinação, que ofuscou a forte subida da produção no Brasil, anunciou em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

Já o EBITDA - lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização -  caiu 17% para 1.015 milhões de euros entre janeiro e setembro e desce 6% para 384 milhões.

"O EBITDA desceu 6%, devido ao decréscimo das margens de refinação no negócio de R&D, e apesar da maior contribuição do negócio de E&P; o negócio de Gás & Power (G&P) manteve uma contribuição estável para o Ebitda do Grupo", revelou a petrolífera em comunicado.

De acordo com a informação prestada pela empresa à CMVM, o investimento totalizou 874 milhões de euros, 88% dos quais foram aplicados nos projetos de E&P (exploração e produção).

A produção total (working interest) de petróleo e gás natural foi de 61,7 mboepd (mil barris de petróleo equivalente por dia), um aumento de 41% face ao período homólogo de 2015, sobretudo devido à entrada em produção das unidades de produção brasileiras de Itaguaí, Maricá e Saquarema.

Os volumes vendidos a clientes diretos situaram-se nos 6,7 milhões de toneladas, uma redução de 4% face ao período homólogo de 2015, "refletindo a otimização do portefólio de clientes", indica a Galp.

A empresa acrescenta que o volume de vendas em África representou 8% do volume total de vendas a clientes diretos, o que representa "um contributo em linha com o período homólogo".

Nos primeiros nove meses do ano, a margem de refinação da Galp foi de quatro dólares por barril, menos 2,7 dólares por barril do que no período homólogo, "refletindo a descida das margens de refinação nos mercados internacionais".

"O crude representou 91% das matérias-primas processadas, sendo que 83% correspondeu a crudes médios e pesados. A gasolina representou 23% da produção e os destilados médios totalizam 46% da produção total. Os consumos e quebras no período representaram 7% das matérias-primas processadas", refere.

As vendas de gás natural totalizaram 5.203 milhões de metros cúbicos durante os primeiros nove meses do ano, uma diminuição de 13% face ao período homólogo, lê-se ainda na comunicação da Galp Energia ao mercado.