Internacional

Espanha. Rajoy mantém peças-chave

Novo executivo do PP tem poucas surpresas e preserva metade das pastas da última legislatura.


Mariano Rajoy apresentou ontem o governo minoritário com que terá de construir pactos com os rivais socialistas para aprovar um orçamento difícil e fazer avançar uma nova lei educativa, as suas duas grandes prioridades. Mantém metade da formação da última legislatura e ontem não anunciou surpresas de maior. De novo entram María Dolores de Cospedal, a secretária-geral do Partido Popular, que ocupará o Ministério da Defesa; Alfonso Dastis, que será o novo ministro espanhol dos Negócios Estrangeiros; e, na última nova nomeação de relevo, Juan Ignacio Zoido, que será o novo ministro do Interior.

Praticamente todos os outros ministérios cruciais no novo governo minoritário do PP mantêm-se inalterados desde o último executivo. A número dois e vice-presidente continuará a ser Soraya de Santamaría, que repete o ministério da Presidência e a importante pasta das Administrações Territoriais, onde liderá com as reclamações independentistas na Catalunha. O homem forte do governo, Luís de Guindos, continuará como ministro da Economia, ainda que com mais poderes, administrando a Indústria e Competitividade, mas não acumulando com o Ministério das Finanças como desejava, segundo escrevia ontem o “El País” – nesta pasta continuará Cristóbal Montoro.

Rajoy apresentou o novo executivo a Felipe VI antes de o anunciar publicamente. O chefe de governo sabe que tem de negociar compromissos com o PSOE, que, ferido pela luta interna, dizia ontem não querer facilitar a vida ao Partido Popular e não ter sequer responsabilidade de aprovar o primeiro Orçamento de Estado, que terá de cortar na despesa e baixar o défice para os limites impostos por Bruxelas. Noutras frentes, Rajoy tem as 150 medidas negociadas com o Ciudadanos no compromisso de investidura de ambos, por exemplo, ou uma difícil reforma à lei escolar exigida igualmente pela Comissão Europeia, para além do seu grande objetivo repetido de impor um teto para os gastos dos governos autónomos.

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