Cultura

DGPC: ‘Problemas de segurança estão resolvidos’

Direção-Geral do Património Cultural está a rever os planos de segurança de 23 monumentos, nos quais se inclui o Museu Nacional dos Coches. Novo plano chega já no início do ano.


Paulo Mendes da Rocha, o arquiteto brasileiro responsável pelo projeto que custou cerca de 40 milhões, disse que «o museu não tem porta e relaciona-se para todos os lados». Relaciona-se de tal forma que, na manhã chuvosa em que estivemos no local, fomos abordados por três grupos de turistas em busca da entrada.

Se a arquitetura pode confundir, em termos de segurança – tanto dos coches como dos utentes – a nova estrutura parece estar finalmente a cumprir o que se propõe: ser um espaço mais amigo do utilizador, que pode circular de forma livre ente os coches, e mais seguro para a coleção e os utentes no caso de catástrofe. Mas nos meses iniciais, o Museu Nacional dos Coches recebeu mais reclamações do que nos últimos vinte anos.

Segundo respostas enviada ao SOL pela Direção-Geral do Património Cultural (DGPC), que tutela a instituição, «os problemas de segurança decorrentes das antigas instalações foram resolvidos de forma gradual com a aplicação do novo regime de segurança». A DGPC garante ainda que, ao contrário do que que chegou a dizer-se, a direção do MNC foi ouvida durante a construção do museu sobre estas temáticas e que «as novas instalações dado que as mesmas cumprem as disposições legais em matéria de segurança», pelo que os «problemas mais prementes para a segurança dos utentes foram resolvidos no novo espaço». No entanto, a DGPC escusou-se a identificar quais eram os problemas mais prementes de segurança agora resolvidos.

Ainda assim, a entidade está a rever os planos de segurança de 23 monumentos – nos quais se inclui o MNC – para fazer face a sismos, incêndios e outras catástrofes naturais. A revelação foi feita no início deste mês por João Seabra Gomes, responsável do projeto. «Estamos a preparar planos de emergência atualizados para estes edifícios de acordo com as suas características específicas, e o objetivo é concluir no início de Janeiro, e depois iniciar a formação das respetivas equipas para lidar com as situações», revelou aos jornalistas.

O rascunho do novo plano de emergência começou a ser estudado em 2012 e será apresentado à à Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) no final deste ano, que terá depois de validar o projeto.

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