Politica

Santana decide já em dezembro

O candidato desejado pelo PSD para Lisboa deverá dizer ‘não’ a nova candidatura à Câmara Municipal.

Santana Lopes combinou com Pedro Passos Coelho decidir em dezembro se aceita ou não o convite do PSD para ser o candidato à Câmara de Lisboa. A boa notícia é que o calendário anteriormente fixado foi antecipado pelo principal protagonista – que chegou a apontar o mês de março como prazo para tomar uma decisão. A má notícia é que Santana Lopes tem para comunicar ao PSD que não será candidato novamente a presidente da Câmara Municipal de Lisboa. Pelo menos era este ontem o ‘estado da arte’, conforme apurou o Sol.

Santana Lopes continua a pensar na liderança do PSD, como o Sol noticiou na semana passada. Perante a queda em desgraça de Pedro Passos Coelho – que a sondagem da Universidade Católica confirmou – o provedor da Santa Casa da Misericórdia, que abandonou a liderança do PSD depois de um governo e uma derrota eleitoral traumatizantes em 2006, quando Sócrates obteve para o PS a primeira maioria absoluta, considera que ainda tem uma palavra a dizer no partido. E não só o próprio considera como outros o procuram exatamente por acharem o mesmo: militantes que não se reveem na candidatura de Rui Rio já defenderam junto de Santana Lopes que o provedor de Santa Casa deveria candidatar-se contra Rui Rio. E Santana não só não disse um rotundo não a esta nova aventura, como foi bastante crítico da declaração de disponibilidade de Rui Rio num texto que publicou na sua coluna no Correio da Manhã. Na semana seguinte, já afirmava que o PSD precisava de «um novo capítulo».

A decisão de Santana não ser candidato em Lisboa cria um enorme problema para o PSD. Na edição do i deste fim de semana, o coordenador autárquico social-democrata, Carlos Carreiras, afirmava ainda a sua convicção de que iria ser «capaz de convencer Santana».

A recusa de Santana Lopes de se candidatar à Câmara Municipal de Lisboa deixa o PSD fragilizado. Há quem defenda que o partido deve declarar o seu apoio à candidatura de Assunção Cristas, já em marcha. José Eduardo Martins, o coordenador do programa eleitoral para Lisboa, já defendeu uma coligação PSD/CDS. Mas o apoio a Cristas será sempre um sinal de menoridade para o partido que teve o maior número de votos nas legislativas.