Sociedade

Lei portuguesa é alvo de críticas na imprensa internacional

Em causa está uma lei que promove a desigualdade entre homens e mulheres quando se trata de voltar a casar 

O El País escreveu um artigo sobre a desigualdade entre homens e mulheres em Portugal quando se trata de voltar a casar. Isto porque a lei portuguesa determina que os homens podem casar novamente 180 dias após o divórcio. No caso das mulheres não é bem assim, apenas 300 dias depois de se divorciarem.

Uma diferença de 120 dias. O El País reforça que a "discriminação legal e real da mulher portuguesa é semelhante a outros países desenvolvidos" e que nos dias de hoje é sobretudo perceptível a nível profissional "em que segundo os estudos a mulher ganha menos cerca de 23% que os homens pelo mesmo trabalho".

Recorde-se que no dia 7 de março o Bloco de Esquerda entregou um projeto de lei no parlamento para igualar os prazos para homens e mulheres voltarem a casar.

O jornal espanhol relembra ainda o caso do voto, 'por engano', de Beatriz Ângelo – a primeira mulher portuguesa a votar.

Em 1911 apenas os homens com mais de 21 anos e chefes de família podiam votar. No entanto, Beatriz Ângelo, viúva, argumentou que era ela a chefe de família e o tribunal deu-lhe razão. Um voto graças a "uma lacuna da lei" segundo o mesmo jornal.