Economia

Associação dona do Montepio apresentava quadro de falência técnica em 2015

Auditoria da KPMG revelada hoje anuncia quadro de falência técnica em 2015 na associação que detém o Montepio Geral.

O quadro é de falência técnica e foi desenhado pela auditoria da KPMG que o jornal Público revelou hoje. O documento, anexo às contas consolidadas, denuncia a situação crítica da Associação Mutualista Montepio Geral, com registo de capitais negativos superiores a 107 milhões de euros nas contas relativas a 2015.

Esta tarde serão debatidas as conclusões da auditoria, durante o Conselho Geral da Associação Mutualista Montepio Geral, bem como a possível necessidade de uma injeção de fundos, como é sugerido no alerta lançado pela KPMG.

Segundo o jornal Público, a consultora sugere a apresentação de um plano para restabelecer a situação de capital, ou recorrendo a capital por via externa ou através de ativos. 

Para colmatar o quadro negativo, o Montepio Geral terá que reforçar a solidez para compensar os riscos identificados pelo Banco de Portugal. 

A última edição do Expresso anunciava um relatório "arrasador" do banco central, referente a 2016, onde se assumia que o Montepio apresentava "um perfil de risco de nível elevado", não garante "uma gestão sólida" e regista uma "consistente degradação da qualidade da carteira dos clientes". 

O Jornal de Negócios adianta na edição de hoje que o banco deverá vender o crédito mal parado e reduzir a presença em Angola e Moçambique, de forma a evitar a necessidade de injeção de capital ainda em 2017. O Montepio poderá ainda apostar na venda de imóveis e na transformação da Caixa Económica em sociedade anónima, cita a RTP.