Opiniao

Millennium Estoril Open está em grande forma

A terceira edição do Millennium Estoril Open (MEO) oferece uma forte lista de inscritos.

A apresentação oficial do mais importante torneio de ténis português decorreu na passada quinta-feira, no Palácio da Cidadela de Cascais. Trata-se de um monumento da Presidência da República, que já me tinha sido descrito por António Carmona Santos – antigo promotor dos Opens de Portugal e da Madeira em golfe –, filho do Marechal Carmona, que ali viveu, mas ao vivo é ainda mais deslumbrante. Excelente escolha.

Voltando ao ténis, não é a melhor lista de inscritos de sempre de um torneio do ATP World Tour em Portugal, pela simples razão que um torneio ‘regular’ nunca poderá equiparar-se ao que foi o Masters de Lisboa em 2000.

Também temos de reconhecer que, nos tempos das ‘vacas gordas’, houve edições do antigo Estoril Open no Jamor com lotes superiores de participantes.

Contudo, nas circunstâncias e limitações atuais, poderemos, eventualmente, estar na presença do melhor ATP 250 de toda a época de terra batida europeia de 2017 e isso é um enorme elogio à empresa 3-Love, que tem sido capaz de melhorar todos os anos a sua organização, indo agora para a terceira edição deste novo torneio de ténis luso.

Não vou falar aqui de nomes de jogadores porque nos dois últimos dias os media têm dissecado a lista de inscritos.
Mas, do que ouvi na apresentação, gostei da novidade que é o Cascais NextGen Tour, um mini-circuito de quatro torneios de categoria Future que preparar os jogadores portugueses para o seu grande evento do ano (espero, para a semana, poder dissertar sobre o assunto); da nova aliança do desporto com a cultura, levando obras de artistas plásticos portugueses ao Clube de Ténis do Estoril e uma exposição das origens históricas do ténis em Cascais à renovada Casa Sommer, em pleno bairro dos museus de Cascais (com uma grande colaboração do jornalista Norberto Santos); e de alguns números impressionantes sobre o impacto do evento no país.

Em 2016 o MEO mereceu 511 horas de transmissão televisiva, atingindo 59 países; os patrocínios foram valorizados pela Cision com um retorno superior a 122 milhões de euros; e atraiu 37.890 espetadores no local, uma subida de 21,5% em relação a 2015.

Em contrapartida, não gostei da impossibilidade do Millennium de garantir desde já a continuidade do patrocínio para os próximos anos.

Felizmente, quer o presidente da Câmara Municipal de Cascais, Carlos Carreiras, quer o diretor de torneio, João Zilhão, já asseguraram a sua continuidade para 2018.