Sociedade

Viagens de finalistas insólitas. Sei o que fizeste na Páscoa passada

Os incidentes do último fim de semana levaram-nos a visitar o passado de alguns leitores.O que se terá passado nas suas viagens de finalistas?

Vasco Abreu
Viagem em 2010 a Pas de la Casa

“Já lá vão sete anos desde aquela fatídica época de esqui em Pas de La Casa, Grandvalira, com a Sumol Snowtrip 2010. O episódio marcante que muitos recordarão ter ficado para a história daquele ano foi o grande assalto ao Habana Club nos hotéis Lake Placid, protagonizado por um destemido grupo de jovens de Coimbra. Utilizaram pedras da rua como armas de arremesso para estilhaçar os vidros da fachada do estabelecimento. Segundo reza a lenda, terão agido num ato de vingança contra o estabelecimento, depois de terem sido expulsos do mesmo por terem começado uma rixa com um grupo de outra cidade portuguesa. Eu não assisti em direto ao ataque, mas estava no meu apartamento, no primeiro andar do dito hotel, e pude assistir ao grande alarido que se instalou logo de seguida.”

Maria Monteiro

Viagem em 2016 a Marina D’or

 “Estava de manhã na varanda do quarto, sentada, e por cima de mim estava uma caixa de ar condicionado com um ferro solto, que eu não vi. Quando me levantei, bati lá com a cara. Não me levaram ao hospital e eu tinha pago o seguro e tinha o cartão europeu de saúde, mas disseram que se levasse pontos ia pagar um balúrdio. A equipa médica foi chamada com urgência, chegou passado uma hora, mas só limparam a ferida. Um ano depois, fui operada e disseram-me que, se tivesse levado pontos, a cicatriz teria sido evitada. Passei o resto da semana escondida durante o dia para me proteger de comentários estúpidos e saía apenas à noite, porque não se notava tanto. Ainda assim, os rumores foram de tal ordem que havia quem me oferecesse bebidas porque achavam que tinha levado uma facada na cara.” 

Rúben Dias
Viagem em 2010 a Benidorm 

“Fomos sair e beber, chegámos ao hotel e um amigo meu decide pegar num isqueiro e começa a tentar incendiar uma cadeira. Então eu comecei a passar-me com ele e disse-lhe, “Estás parvo?Não vais incendiar a cadeira”, e ele responde “Ok, então vou jogar basebol”. Pegou na cadeira com as duas mãos como se fosse um taco e abriu um grande buraco na parede. Ora claro, tivemos de pagar caução todos e revoltámo-nos, por isso urinámos as maçanetas dos quartos. É estúpido, eu sei, mas éramos crianças de Ermesinde, achávamos piada a coisas parvas, hoje em dia nunca faria isso por muito bêbedo que estivesse. Escrevemos do primeiro piso ao quarto piso, com pasta de dentes nos espelhos, a marcar torneio de sueca no nosso quarto, apareceu toda gente lá, foi lindo.”

Ana do Ar
viagem a lloret del mar

“Eu fui a uma viagem de finalistas, mas era de nono ano, eu tinha 15 anos e fomos para Lloret del Mar. Viajámos com os professores e uma das atividades preparadas era uma visita para conhecermos Barcelona à noite. Parámos para uma bebida num dos poucos bares abertos que os professores encontraram. A escolha dos professores foi mesmo inocente, não foi mesmo por irresponsabilidade, o que acho que também torna a história mais engraçada, mas o que é certo é que entrámos no bar e só passado um bocado vimos todos que estávamos dentro de uma casa de striptease. Saímos mal nos apercebemos, mas ainda tive tempo para comprar uma coca-cola no bar de strip. Os professores não sabiam onde se meter, foi hilariante. Mas nada de muito mais extraordinário aconteceu.”

Gabriel Pais
Viagem em 2014 a Calpe

“Estávamos em Calpe, em 2014, na minha viagem de finalistas. Houve uma situação que acho que merece ser contada. Já numa das noites a meio da semana, acordei durante a noite com imenso calor, bem como a restante malta do quarto. Tirei a t-shirt e voltei a dormir. Quando acordei de vez e saí do quarto, desci à receção para ir tomar o pequeno-almoço e vi dois rapazes a serem expulsos: tinham acidentalmente incendiado o quarto imediatamente abaixo do meu, ahahah.”

Pedro Teixeira
Viagem em 2010 a Lloret del Mar 

“Há duas histórias a contar: na primeira era de noite e estávamos a ir em direção à discoteca, todos contentes.Entretanto, aparece um espanhol e começa a discutir comigo. Eu não me fiquei, como é lógico, só que depois um amigo dele chegou e deu-me um murro à falsa fé. De seguida, um amigo meu levou também. Caímos os dois, eu ainda me consegui levantar, mas o meu amigo ainda desligou por uns segundos. Os espanhóis fugiram porque os tugas que assistiram (e não nos conheciam) caíram logo em cima deles. Num outro dia, o hotel foi revistado a pente fino pela polícia porque estavam umas estrangeiras a aparecerem todas nuas nas varandas do hotel em frente. Então estava tudo a cantar e a assobiar, um rapaz de megafone lá em baixo na rua, foi épico. Quando os polícias chegaram era tudo a mandar as garrafas e a droga pelas varandas para eles não verem.”

Sammy Filipe
Viagem em 2010 a Benalmadena 

“Tínhamos um catamarã com bar aberto, metade do pessoal não foi porque estava de ressaca e com escaldões que pareciam camarões.
Fomos poucos e trouxemos todo o álcool que conseguimos dentro da mochila e dos bolsos. Não foi muito insólito. mas na altura senti-me incrível (risos). Ficou tudo a refrescar na banheira do quarto, aquilo era sobretudo cerveja, ficámos tão desiludidos que trouxemos tudo, acho que nem ficou nada. Não foi nada de grave, mas era de rir. E lembro-me que um rapaz do nosso grupo se vestia de mulher e subia/descia no elevador.
Assim, o mais marcante para mim foi mesmo isso de trazer o álcool do barco, mas no quarto também se partiu um candeeiro. Ao que constou (pelo que me lembro), o candeeiro estava-se a meter com alguém.”

Rafael Nobre
Viagem em 2008 a Salou

“Decorria a Páscoa de 2008 quando mais um grupo do Porto seguia na sua viagem de finalistas para Salou, em Espanha. E, como é normal, episódios insólitos acontecem a todos os participantes destes ‘rituais de passagem’. No meu caso, lembro-me de numas das festas que eram feitas nos quartos do hotel, onde nunca poderia faltar álcool e boa música, alguém se lembrou de despejar uma garrafa inteira de uma das poções que eram lá vendidas frequentemente mas às quais em Portugal não tínhamos tão facilitado acesso – absinto black – e, depois de ter alagado a minúscula varanda desse quarto, decidiu testar o poder inflamatório do álcool, atirando uma beata acesa. Em suma, uma varanda a arder.”