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Il Mercato. Itália e Portugal sentados numa mesa de terra e mar

A nova carta do restaurante do Penha Longa Resort conta com influências italianas e portuguesas, numa junção de elementos de terra e mar

Não é fácil chamar a atenção quando se tem como vizinhos o Arola, o Lab ou o Midori. Mas o Il Mercato começa agora a deixar a sua marca, pondo-se em pé de igualdade com os outros restaurantes do Penha Longa Resort.

Para isso foi preciso mudar: de espaço, de carta e de chef. A sala foi alargada e remodelada, passando as paredes a vidro para que nada se perca da envolvência. Até porque é este espaço em redor que serve de principal influência a Paulo Pedro, o chef que , depois de ter passado pela Fortaleza do Guincho, assume agora as rédeas do il Mercato. “As raízes italianas continuam cá, era impossível fugir a isso, mas tento sempre conjugá-las com aquilo que é nosso”, explica. É por isso que a nova carta tem tanto de italiana como de portuguesa, numa junção entre países, mas também entre terra e mar.

Esta espécie de melting pot é visível mal os pratos começam a chegar à mesa. Senão vejamos. Para entrada o chef escolhe um carpaccio de vieiras com polenta branca e ruibarbo e o ravioli de camarão com shiitake e molho de aves. Para prato principal mantém-se a mistura entre Portugal e Itália e entre terra e mar com um risotto de caldeirada e um robalo com orzo, couve flor e molho de vitela.

Nas sobremesas, é o chef pasteleiro Diogo Lopes que passa a comandar a cozinha. À mesa chega uma “pannacotta com framboesas e cassis”, mas as opções podem ir desde um “Ferrero Rocher Il Mercato” com chocolate negro, avelãs e nutella ou um mais fresco “do limão ao limoncello”.