Opiniao

Morrer a rir no golfe

Hoje, dia 10 de abril, celebrou-se o Dia do Golfista

Já viram Nuno Markl a jogar ténis no famoso vídeo da Rádio Comercial que tornou-se viral? Então é fácil imaginar a aptidão que tem para o golfe.

E o que dizer da elegância de Luísa Barbosa de saias compridas a “swingar”, como comentar as melenas rebeldes de César Mourão que lhe tapavam a vista quando tentava acertar com o taco na bola, ou como avaliar a pontaria de Pedro Ribeiro que tanto acerta valentemente na bola como coloca qualquer operador de câmara em risco?

Digamos que dos impagáveis “radialistas” das Manhãs da Comercial só Vasco Palmeirim estaria desde já pronto a merecer um handicap de golfe válido e desafiar qualquer Tiger Woods ou Ricardo Melo Gouveia.

Qualquer um dos outros ajeitar-se-ia rapidamente à modalidade se pudesse continuar a contar com os preciosos conselhos do selecionador nacional, Nelson Ribeiro, que, apesar de algo tímido e discreto, poucas vezes se terá divertido tanto na sua profissão.

O Dia do Golfista celebrou-se na passada segunda-feira, 10 de abril, e a Federação Portuguesa de Golfe (FPG) preparou um programa diferente, convidando o conhecido programa “Manhãs da Comercial” a sair dos estúdios de Lisboa para o Centro Nacional de Formação de Golfe do Jamor, no concelho de Oeiras.

A brincar a brincar, foi-se falando de coisas sérias entre as 7 e as 10 horas, como a necessidade de popularizar a prática do golfe, o regresso do Open de Portugal @ Morgado Golf Resort (do qual o jornal Sol é parceiro) e o investimento que a FPG está a fazer em comunicação e imagem.

Luísa Barbosa, Vasco Palmeirim, Pedro Ribeiro, Nuno Markl e César Mourão dirigiram brilhantemente a emissão, como se fossem verdadeiros especialistas de golfe, e ainda contaram com as colaborações do humorista José Diogo Quintela, da velejadora olímpica Joana Pratas (uma entusiasta do golfe), do futebolista Ricardo Pereira (tão bom com a luva de golfe como com as luvas de guarda-redes), do presidente do ACP, Carlos Barbosa, do presidente da FPG Miguel Franco de Sousa e do presidente do Comité Olímpico de Portugal José Manuel Constantino.

A Associação Salvador (de solidariedade social), os atletas portugueses de golfe dos Special Olympics e as duas escolas básicas que trouxeram crianças ao Jamor emolduraram ainda melhor a iniciativa, mas o que o muito público e os diversos media presentes apreciaram mais foi quando as vozes da rádio saltaram para o campo de treino.

O selecionador nacional, visivelmente receoso, tentava avisar os muitos curiosos munidos de telemóveis e os profissionais dos media que era preciso desviarem-se, tal a confiança que tinha nos seus novos pupilos. Tudo terminou em bem, ninguém morreu, a não ser de riso, com grande destaque para a festa que se fez quando foi a vez de Nuno Markl pegar no ferro.

«Estava muita gente à espera que eu fizesse asneira. Obviamente que eu teria de corresponder às expectativas», disse a um site especializado. «Eu sou o pior jogador de golfe do Mundo», acrescentou a um canal de televisão.

Os outros quatro ajeitaram-se melhor e Vasco Palmeirim ganhou o prémio da melhor pancada, embora seja preciso acrescentar que ele próprio reconheceu já ter tido «umas duas ou três aulas de golfe».

«Correu muito bem e conseguimos comunicar para fora», regozijou-se o presidente da FPG, em jeito de balanço.