Politica

Costa lembra Governo que "ajoelhava" para falar no Eurogrupo

António Costa respondeu hoje ao PSD sobre a polémica em torno de Ricardo Mourinho Félix ter optado por não pedir a demissão de Jeron Dijsselbloem durante a última reunião do Eurogrupo, apesar de à porta ter voltado a exigir um pedido de desculpas.

"O secretário de Estado transmitiu aliás com uma grande firmeza e pessoalmente ao senhor Dijsselbloem o entendimento de que era inadmissível", começou por responder António Costa a Luís Montenegro, com uma farpa a um momento que registou Vítor Gaspar debruçado para falar com o ministro alemão Shauble, que estava numa cadeira de rodas.

"Ainda todos nos lembramos de que quando os membros do Governo entravam no Eurogrupo e se ajoelhavam para falar com os colegas", ironizou António Costa, que diz que o seu Executivo deixou claro a sua posição sobre as declarações do holandês sobre "copos e mulheres".

"O Governo de cada vez que fala não tem de dizer o que já disse", afirmou Costa, lembrando que "a negociação sobre a presidência do Eurogrupo não é feita ali nem naquela circunstância" do encontro do grupo informal em Malta, numa alusão às negociações que já estarão a ser feitas para a sucessão do holandês.

"Temos de ter um presidente do Eurogrupo que seja um fator de unidade e estabilidade", defendeu, voltando a apontar o espanhol Luis de Guindos como um nome indicado para o lugar.

"Acho que sim, acho que era uma daquelas pessoas que o podiam fazer. Digo-o com o à vontade de ele não ser português e de fazer parte de uma família política europeia de que acho que o PSD ainda faz parte", afirmou, repetindo o que tinha dito esta semana em entrevista ao El País, apesar de haver notícias que dão conta de que Guindos não estará disponível para o cargo para poder ir para o BCE.