Politica

PCP lembra a importância de continuar a luta de Abril

Num mês marcado por greves e manifestações que marcam o início das negociações à esquerda para o Orçamento do Estado de 2018, o PCP aproveita o 25 de Abril para lembrar a importância  da luta na reposição dos direitos.


"O 25 de Abril de 1974 comprova também, de uma forma inequívoca, que quando o povo quer é possível transformar a sociedade", afirmou o deputado do PCP, Jorge Machado, no discurso da sessão solene no Parlamento.

"Cresci com o 25 de Abril, com os seus ideiais, com o seu impulso transformador. Cresci a aprender, como diz a música, que "só há liberdade a sério quando pertencer ao povo o que o povo produzir"", vincou o comunista, que põe a distribuição da riqueza no topo das prioridades políticas.

"A injustiça na distribuição da riqueza nacional constitui, a par da necessidade de aumentar a produção nacional, um dos mais graves problemas estruturais que o nosso país enfrenta", declarou, para lembrar o que o PCP considera serem os retrocessos verificados durante o anterior Governo.

"A luta foi e é determinante", frisou Jorge Machado, recuperando aquele que é o caderno de encargos do PCP para o Orçamento do Estado e e as lutas que o partido vai trazer nas próximas semanas ao Parlamento.

"Por isso, é urgente aumentar e distribuir melhor a riqueza produzida no nosso país. O combate à precariedade, o aumento dos salários e a recuperação dos instrumentos de contratação coletiva de trabalho com a eliminação das normas da caducidade e a recuperação do princípio do tratamento mais favoráveis, propostas que o PCP agendou para maio, são, a par da renegociação da dívida e o fim da submissão ao euro e às opções da União Europeia, liberdade", disse, com avisos claros ao Governo sobre a necessidade de manter o caminho de reposição de rendimentos e direitos para conseguir o apoio do PCP.

"Hoje, em condições diferentes esse é o caminho para ir mais longe na defesa, reposição e conquista de direitos, para romper as amarras do domínio do grande capital e da submissão externa, para com cada fio da nossa vontade, transformar milhares de braços em alavancas e assim colocar os valores de Abril no futuro de Portugal", concluiu Jorge Machado.