Economia

Conectividade como forma de condução é uma realidade cada vez menos distante

Os especialistas estimam que todos os novos veículos registados em 2025 serão conectados e capazes de trocar dados entre si.

A par da eletrificação do automóvel está a conectividade, formando a base para a condução autónoma. A Bosch, uma das principais empresas mundiais a investigar e desenvolver este tipo de tecnologia, em parceria com o instituto de investigação Prognos, analisou o papel dos veículos conectados em 2025.

“Hoje, os computadores, os smartphones e a internet fazem parte do dia-a-dia de todos na nossa sociedade. O mesmo acontecerá com os carros conectados em 2025”, refere Dirk Hoheisel, membro do Conselho de Administração da Bosch num estudo a que o i teve acesso.

O estudo, que analisou a Alemanha, EUA e China, conclui que em 2025 as implicações da conectividade terão efeitos palpáveis em todos os condutores. O estudo “Connected Car Effect 2025” salienta que a partir do próximo ano o sistema de chamada de emergência automática – eCall – vai ser obrigatório na UE, pelo que todos os automóveis novos vão ser automóveis conectados de origem.

Salvar Vidas

Assim, aponta o documento, em “2025, os sistemas conectados de assistência poderão salvar 11.000 vidas” e “poderão evitar um total de mais de 260.000 acidentes que resultem em lesões”.

Outro aspeto são as “tecnologias de estacionamento conectado” que “podem poupar 480 milhões de quilómetros em distância conduzida”.

Além disso, “no momento da procura por lugares de estacionamento, os carros podem reportar lugares disponíveis e guiar os condutores diretamente aos mesmos”. Os dados apontam que em média, por exemplo, os “condutores alemães conduzem um quilómetro de cada vez que procuram um lugar de estacionamento “ o que resultado em mais tráfego e emissões – causando, assim, congestionamento de tráfego e emissões adicionais. Além disso, para os alemães, “a condução autónoma pode desocupar 95 horas por ano”.

O “Connected Car Effect 2025” revela ainda que os “sistemas de assistência conectados conseguirão poupar até 4,43 mil milhões de euros em custos de material e danos de colisão”, o que “representa poupanças significativas para as companhias de seguros e dos proprietários dos veículos”.

Poupado será também o ambiente. O estudo defende que “as funções de mobilidade conectada conseguirão poupar em 2025” a emissão de 400 mil toneladas métricas de CO2. Isto porque os “automóveis altamente automatizados necessitam de menos combustível e as tecnologias para simplificar a procura por lugar diminuem o trânsito e as emissões que daí resultam”.