Sociedade

Professores marcam greve aos exames nacionais a 21 de junho

Resposta do ministro “não foi suficente” para travar os sindicatos no protesto

Os professores vão mesmo avançar com a greve no dia 21 de junho, quando há exames nacionais às disciplinas de Física e Química, de Geografia e de História de Arte para os alunos do 11.º ano. Também para esse dia estão marcadas as provas de aferição a Matemática e Estudo do Meio para os alunos do 2.º ano.

As medidas apresentadas ontem pela tutela, durante as reuniões que ontem decorreram com a FNE e com a Fenprof, “não foram suficientes” para convencer os sindicatos a desconvocarem o protesto.

Mas antes do protesto no dia dos exames, o ministro Tiago Brandão Rodrigues vai enfrentar uma greve de seis sindicatos independentes de professores para dia 14 de junho, último dia de aulas do ano letivo. O protesto também foi ontem convocado.

Serão as primeiras greves enfrentadas pelo ministro da Educação, que conta com um ano e meio de mandato.

Os motivos do protesto dos sindicatos são os mesmos: conhecer as regras do descongelamento das carreiras, a criação de um regime de aposentação específico para os docentes ­­ – aos 36 anos de serviço independentemente da idade –  e o compromisso de uma nova vaga de entrada de professores nos quadros.

Tanto a Fenprof como a FNE, na semana passada, tinham lançado o repto ao ministro e tinham avisado que caso a tutela não acolhesse as propostas que têm vindo a ser apresentadas há mais de um ano iriam avançar para a greve. Só a apresentação de medidas específicas ou um compromisso por escrito do ministro seria suficiente para desconvocar a greve. O que não aconteceu.     

Ao i, o secretário-geral da FNE, João Dias da Silva, disse que o ministro apenas se comprometeu com uma nova vinculação extraordinária “mas sem especificar os critérios exigidos”. Nada terá dito sobre o descobgelamento das carreiras nem sobre o regime de aposentação.

A última vez que os professores fizeram greve aos exames nacionais foi a 17 de Junho de 2013, dia do exame nacional de Português do 12.º ano que seria realizado por 15 mil alunos. Na altura o então ministro da Educação Nuno Crato acabou por adiar a prova para dia 2 de Julho