FMI

Previsão de 2,5% de crescimento para Portugal

O Fundo Monetário internacional FMI) prevê que a economia de Portugal cresça 2,5% este ano e que a meta de 1,5% para o défice seja atingida. A instituição defende ainda que o Governo deve aproveitar o atual momento para reduzir a dívida pública.

"As projecções de curto prazo de Portugal melhoraram de forma considerável, suportadas por uma recuperação no investimento e um crescimento contínuo das exportações, ao mesmo tempo que a recuperação na zona euro ganhou força", diz o FMI em comunicado.

O Fundo justifica a previsão com "crescimento forte" do turismo, admitindo que as receitas do setor voltem a crescer em torno dos 10% no conjunto deste ano e apontando também os sinais de uma recuperação geral nas exportações (que devem crescer 7,6% este ano e 5,2% no próximo). 

"A recuperação no crescimento implica que a meta do défice de 1,5% do PIB é alcançável. Um crescimento mais forte, juntamente com o forte compromisso das autoridades em conter a despesa, deve permitir alcançar a meta de forma confortável", acrescenta o FMI. 

Depois de uma missão de duas semanas a Lisboa no âmbito do seu artigo IV, o Fundo prevê que Produto Interno Bruto (PIB) suba 2,5% este ano, uma revisão em alta face aos 1,5% divulgados no 'World Economic Outlook'.

O FMI está mais otimista do que o Governo, que continua a prever que o Produto Interno Bruto (PIB) cresça 1,8% e espera também que o desemprego seja mais baixo que o esperado pelo Governo – 9,7% contra 9,9% - e que haja mais emprego – 1,6% contra 1,3%.

Com a atual conjuntura, a instituição com sede em Washington aponta que há “uma oportunidade auspiciosa para uma redução mais ambiciosa da dívida pública este ano”. O Programa de Estabilidade 2017-2021 do Governo prevê reduzir a dívida pública de 130,4% em 2016 até 109,4% em 2021.

O FMI estima que a economia desacelere em 2018 para 2%, considerando que o crédito malparado e a dívida empresarial continuam a prejudicar o investimento privado, que "é essencial para apoiar o crescimento no médio prazo".