Queixa contra o Bloco no Porto

BE condena o facto de Rui Moreira se escudar ‘nos seus fiéis seguidores’ para ‘atacar’ a sua candidatura.

Uma queixa contra a campanha autárquica do Bloco de Esquerda no Porto foi apresentada por um denominado grupo de cidadãos ‘Rui Moreira: Porto, nosso partido 2017’ por, alegadamente, fazer um «aproveitamento da imagem» de marca da cidade. O Bloco reagiu, em comunicado, garantindo que «não se deixará intimidar por mais uma atitude cesarista e prepotente» do presidente da Câmara do Porto.

A queixa apresentada na Comissão Nacional de Eleições, assente num documento do escritório de advogados Telles de Abreu, de que é sócio André Noronha, deputado municipal e líder da bancada ‘Porto, O Nosso Partido’, de Moreira.

De acordo com a queixa, o BE aproveita-se da imagem de marca da cidade lançada pela autarquia em 2014 e «que tem como denominador central a expressão Porto, em cor azul».

O BE garante que «não trata o Porto como uma marca, nem as pessoas como meros figurantes», e que a frase «Porto: agora as pessoas» se limita a refletir aquilo que é o lema da sua campanha na cidade, «uma alternativa para a cidade que ponha as pessoas à frente dos negócios, da especulação e do fechamento democrático que caracterizaram o mandato de Rui Moreira e Manuel Pizarro».

Os denominados apoiantes do atual presidente não são da mesma opinião e querem que a CNE ordene a retirada de todos os cartazes do Bloco no Porto, por «violação do princípio da igualdade» e por «retirar, para fins eleitorais, uma vantagem» em relação aos partidos e movimentos que concorrem às eleições para a Câmara do Porto.