Economia

Preços baixos. Conheça o negócio de compra e venda em segunda mão

A moda da compra e venda de artigos em segunda mão está para ficar. A fórmula de sucesso para este negócio é simples: uns libertam-se do que já não precisam e outros conseguem comprar os mais variados bens a preço de saldo. O i fez uma ronda pelos locais onde pode vender e também comprar

Pode vender e comprar artigos em segunda mão tanto em lojas físicas como na internet. Mas a oferta não fica por aqui. Pode ainda recorrer aos mercados de rua. E o negócio de luxo também não fica alheio a esta tendência. Saiba onde pode comprar os mais variados artigos a preços mais apetecíveis. 

Feiras e mercados. Nem sempre é gratuito, muitos cobram inscrição 

Nas feiras da ladra, de antiguidades ou simplesmente de segunda mão pode encontrar um pouco de tudo. São ideais para encontrar peças verdadeiramente antigas e bem conservadas por verdadeiras pechinchas. Esta opção já foi assumida até por figuras públicas que encaram estes espaços como um meio para se “livrarem” de artigos antigos ou até roupa em bom estado. Em Lisboa visite a Feira da Ladra, que tem lugar às terças e sábados no Campo de Santa Clara, mas para vender precisa de ter uma licença. Esta é obtida junta da câmara e, segundo a tabela de taxas municipais, é cobrado 1,60 euros por metro quadrado por dia. Se a licença for de caráter continuado as regras são diferentes. Neste caso, a atribuição do espaço é feita através de sorteio público e são cobrados 3,20 euros por metro quadrado por dia. Pode ainda optar pelo LxMarket, que se realiza todos os domingos entre as 11 e as 20h na Lx Factory – a inscrição varia entre os 27,50 e os 32,50, consoante o espaço ocupado. Já no Porto visite a Feira da Vandoma, que se realiza todos os sábados e é gratuita para vendedores eventuais. Desde o ano passado que mudou de morada e passou para a Campanhã.

Lojas. Oferta alargada para todo o tipo de gostos 

É possível encontrar verdadeiras redes de lojas de compra e venda de artigos em segunda mão. A Cash Converters é uma delas. Nesse espaço é possível encontrar a maior variedade de artigos que possa imaginar – desde joalharia a instrumentos musicais, passando por artigos de desporto ou bricolage, apresentando preços mais atrativos. Quem vende, tem a vantagem de receber no momento e em numerário. Depois de um processo de inspeção, os artigos são colocados à venda.

Outra alternativa é a Cash & Go, que também é especializada em compra e venda de artigos usados, mas funciona em regime de franchising. Tal como a Cash Converters, pode vender ou comprar os mais variados artigos em segunda mão com garantia de funcionamento que poderá ir de um a dois anos (no caso de equipamentos novos, com garantia de origem).

O segmento das crianças também não é esquecido. No Kid to Kid é possível vender e comprar artigos usados e encontrar artigos de marca com descontos que podem ir até aos 70%. Quem vender os artigos pode receber em dinheiro ou 20% mais em crédito para usar na loja.

Internet. Plataforma de excelência para este tipo de negócio

A internet surge como o espaço de excelência para este tipo de negócio e, de ano para ano, tem vindo a ganhar cada vez mais terreno. Pode adquirir em sites os mais variados artigos. O OLX e o Custo Justo são dois exemplos que têm vindo a ganhar cada vez mais adeptos junto dos consumidores portugueses. O primeiro oferece, a quem quer vender, a publicação sem custos de utilização nem comissões de venda. Ao vendedor é possível monitorizar o interesse do anúncio que colocou. Mas se quiser algum destaque, terá de pagar. Já o Custo Justo permite fazer uma seleção das ofertas e das vendas consoante a região. A ideia é simples: encontrar os artigos mais perto de si. Os anúncios ficam visíveis durante 60 dias e o vendedor consegue ter mais visibilidade se pagar. Outra alternativa passa pelo eBay. Como existe em vários países, é possível encontrar artigos que não se vendem cá. Neste caso, a transação terá de ser feita à distância. Para quem está apenas interessado no negócio automóvel, uma das opções passa por recorrer ao Standvirtual, mas terá de pagar. Já no caso de imóveis, pode apostar no Imovirtual.

Redes Sociais. Aqui também há espaço para trocas de artigos 

Além dos sites dedicados à compra e venda de produtos usados (ver caixa ao lado), também é possível encontrar nas redes sociais negócios idênticos, especialmente no Facebook.

Numa primeira fase estavam mais direcionados para o vestuário e acessórios mas, agora, o negócio é mais alargado. O “My Closet for Sale” é um desses exemplos, onde qualquer pessoa pode criar um álbum e começar a publicar fotos da roupa que quer vender ou trocar. Além disso, nos últimos meses, esta moda também chegou aos blogues. Mas quem preferir artigos sem ser de moda tem os “Classificados”, que só aceitam participantes portugueses, limitam os posts a três por dia, por utilizador, e não permitem a repetição.

Para quem pretende apenas fazer trocas existem grupos no Facebook destinados apenas para esse fim. Por norma, não são permitidas trocas que envolvam dinheiro e é possível trocar desde computadores a bicicletas, sofás, etc. Nestes grupos qualquer tentativa de venda ou promoção de outros locais é liminarmente eliminada. A insistência nestas tentativas (claras ou dissimuladas) resulta na expulsão do grupo.

Bens em segunda mão chegam ao mercado de luxo

Não pense que o negócio de compra e venda em segunda mão está reservado às pequenas marcas. Comprar produtos de luxo – que, normalmente, apenas estariam acessíveis às bolsas mais abastadas – já é uma realidade para os consumidores com orçamentos mais apertados.

Em lojas como a Quartier Latin, localizada no Porto, é possível adquirir artigos de luxo em segunda mão por metade do preço. Com nomes como Prada, Gucci ou Chanel, a Quartier Latin é um verdadeiro achado para quem não foge das tendências da moda e procura os artigos de coleções recentes a preços atrativos. A loja trabalha em sistema de consignação, ou seja, recebe as peças, faz a avaliação e propõe um valor de venda. Caso a peça seja vendida, o cliente recebe o valor da mesma, subtraído de uma comissão de 50%. Caso não seja, poderá recolher a sua peça após 60 dias. Outra solução é a Du Chic à Vendre, no bairro de Campo de Ourique, em Lisboa. Também esta loja funciona em sistema de consignação, o que significa que a marca não compra qualquer artigo, fica apenas com uma comissão dos bens que os clientes deixam para que sejam vendidos.