Sociedade

Operação Marquês. SOL antecipa acusação a Sócrates

Nos últimos interrogatórios a José Sócrates e ao seu amigo Carlos Santos Silva, que tiveram lugar, respectivamente, a 10 e 13 de março, o Ministério Público (MP) confrontou-os com factos que irão, em princípio, constar da acusação. O SOL reproduz e resume o enorme conjunto de suspeitas, que envolvem várias figuras conhecidas e inúmeras contas bancárias, a maior parte das quais na Suíça.

No interrogatório a Sócrates, o MP adiantou que, em abril de 2008, o ex-primeiro-ministro fez chegar a Ricardo Salgado o número da conta no banco suíço UBS, em Genebra, para onde deveria transferir milhões de euros em ‘luvas’.

Essa conta era titulada por Joaquim Barroca Rodrigues, administrador do grupo Lena. Segundo o MP, este prestara-se a servir de intermediário na passagem das verbas - que depois transitariam para uma outra conta controlada por Santos Silva, o qual por sua vez disponibilizaria o dinheiro ao seu destinatário final, José Sócrates.

Entre as opções políticas feitas por Sócrates que foram favoráveis aos interesses do BES/GES, os investigadores referem o chumbo da OPA lançada sobre a PT em 2006 pela Sonae/Telefónica ou a entrada da empresa no capital da brasileira Oi. Esta última decisão, contra a qual se manifestava a maioria dos acionistas da PT, devido à incerteza que acarretava, só foi possível com o recurso à golden share (participação qualificada) de 500 ações com direitos especiais que o Estado possuía no capital da empresa, e a que o então chefe do Governo mandou recorrer para viabilizar o negócio - que na verdade se revelaria ruinoso para a firma portuguesa, mas que prometia significativas mais-valias para o grupo BES/GES.

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