Economia

Setor automóvel puxa pela economia

Só no ano passado este setor exportou mais de 5,2 mil milhões de euros e empregou mais de 46 mil pessoas

A indústria automóvel emprega mais de 46 mil pessoas, de acordo com os últimos dados da AFIA - Associação de Fabricantes para a Indústria Automóvel, em que a fábrica de Palmela surge como um dos principais motores deste setor. Só no ano passado, o setor exportou mais de 5,2 mil milhões de euros, o que representa 11% do total nacional.

Um número que poderá ser superado este ano, uma vez que a Autoeuropa está a produzir mais carros do que no ano passado e com o novo modelo da fábrica de Palmela a dar um empurrão. A explicação é simples: os primeiros T-Roc, modelo produzido exclusivamente em Portugal, serão comercializados a partir de novembro no mercado europeu, seguindo-se a China e os Estados Unidos.

Aliás, de acordo com os últimos dados divulgados pela Associação Automóvel de Portugal (ACAP), a produção automóvel em Portugal totalizou as 93.704 unidades nos primeiros seis meses do ano. Ainda assim, representa uma variação negativa de 0,7% face ao mesmo período do ano passado.

Segundo os mesmos dados, as exportações representam 96,4% dos veículos fabricados – o mesmo é dizer que 91.295 carros seguiram além-fronteiras até ao final de julho. A Europa absorve 84,2%, a China pesa 10,3%.

Peso de Palmela

Só no ano passado, a Autoeuropa representou 0,8% do Produto Interno Bruto Nacional (PIB), embora distante do máximo de 2,2% do PIB de 1998. Trata-se da terceira maior empresa exportadora do país (e segunda maior importadora) e produziu 85.126 veículos durante o ano passado, registando uma faturação de 1,52 mil milhões de euros. Mas desde 1995 já fabricou mais de 2,3 milhões de veículos.

No entanto, a importância da Autoeuropa para a região de Setúbal mede-se também pela atratividade sobre outras empresas estrangeiras como a Schenellecke, Bentler, SAS Automotive Systems, Vanpro, Action e Wheels, e as portuguesas Palmetal e Inapal Plásticos, entre muitos outros fornecedores e prestadores de serviços. Ainda assim, o fim da Volkswagen Eos, em junho de 2015, levou ao encerramento da empresa alemã Webasto, uma vez que produzia apenas o tejadilho para aquele veículo com capota retrátil. Mas se a Autoeuropa é importante para grandes empresas e para as exportações portuguesas, não é menos importante para trabalhadores e para o pequeno comércio da região que dependem da fábrica de Palmela.

A empresa recebeu um investimento de 667 milhões de euros na instalação de uma nova plataforma multimodal, que permite a produção de vários modelos.