Internacional

Argentina. Macri arrasa os Kirchner e peronistas mas fica aquém da maioria

O líder argentino conquista mais poder. Cristina Kirchner quer liderar a oposição.

Mauricio Macri e o seu partido de centro-direita Cambiemos infligiram uma derrota esmagadora aos movimentos rivais da família Kirchner e dos peronistas nas eleições intercalares legislativas de domingo, conquistando os cinco grandes distritos do país e triunfando mesmo contra a ex-presidente Cristina Kirchner em Buenos Aires.

A vitória de domingo significa que Macri, que ganhou a presidência em 2015 numa luta renhida contra um candidato apontado pelos Kirchner, continuará a governar sem maioria absoluta, mas conquista muitas mais alavancas do poder argentino. 

O presidente reagiu aos resultados em Buenos Aires, cidade que na campanha parecia prestes a ser conquistada pelo partido de Cristina Kirchner, que se candidatou ao Congresso na capital depois de ter ultrapassado os mandatos da presidência em 2015. O Cambiemos acabou por triunfar por quatro pontos.

“Hoje ganhou a certeza de que podemos mudar a História para sempre”, lançou Macri, que defende um grande programa de liberalização económica que, para já, ainda não logrou o fim da crise e da segunda taxa de inflação mais alta na América Latina.

“Queremos uma coisa grande, um país decidido a fazer as coisas bem. E isto é só o princípio”, assegurou.

De acordo com os resultados finais desta segunda-feira, o Cambiemos conseguiu 41,7% no total nacional, contra 21,8% do partido dos Kirchner e 14,6% do movimento peronista, que esta segunda parecia no fim do seu domínio de décadas na política argentina.

Cristina Kirchner, apesar de derrotada na capital, conseguiu entrar no Congresso e prometeu que a derrota aparente, na realidade, foi um triunfo.

“Conseguimos crescer e enfrentar a maior concentração de poder de que há memória”, assegurou Kirchner, falando das eleições de agosto, em que se elegeram 127 cargos de deputado e 24 de senadores.

“A Unidade Cidadã emerge como a oposição mais firme a este governo. Será a base da construção de uma alternativa. Aqui não se acaba nada.”