Economia

Hotéis. Taxa de ocupação abranda mas atinge os 89% em agosto

Os dados apontam para destinos em que a estada média não ultrapassa os 1,5 dias, daí a associação defender que seja necessário "pensar em fatores de atração que sirvam para prolongar as estadas”.

 A taxa de ocupação nos hotéis desceu 0,1 pontos percentuais (p.p.) em agosto, na comparação homóloga, atingindo os 89%. Os dados foram avançados pela Associação da Hotelaria de Portugal (AHP) e alertou ainda para o facto de existir crescimento dos preços em todos os destinos, notando, porém, que a taxa de ocupação nas áreas do Oeste, Estoril, Lisboa, Costa Azul, Algarve e Madeira tiveram uma variação negativa.

“Em agosto de 2017, a taxa de ocupação quarto desceu 0,1 p.p., em comparação com agosto de 2016, atingindo os 89%. Em termos de taxa de ocupação por destinos turísticos, cabe ao Algarve (93%), Açores (92%) e Madeira (91%) a maior taxa de ocupação”, revela.

“O que realmente nos preocupa é a duração da estada nos hotéis que é muito baixa e este mês ainda decresceu mais. É tradicionalmente uma estada curta (cerca de dois dias) e que sofreu em alguns destinos turísticos uma descida acentuada, como foi o caso dos Açores (-21%), Estoril e Alentejo (- 12%)”, revelou a presidente executiva da AHP, Cristina Siza Vieira.

No entanto, os dados apontam para destinos em que a estada média não ultrapassa os 1,5 dias, daí a associação defender que seja necessário "pensar em fatores de atração que sirvam para prolongar as estadas”.

O preço médio por quarto ocupado (ARR) fixou-se nos 112 euros, numa subida de 7% em relação ao período homólogo, com os destinos turísticos Beiras (15%), Lisboa (14%) e Leiria/Fátima/Templários (13%) a mostrarem os maiores crescimentos.

A RevPAR (receita por quarto disponível) também registou uma subida de 7%, fixando-se nos 99 euros, com destaque para Algarve (154 euros), Estoril (112 euros) e Lisboa (95 euros).

A AHP informou ainda que em agosto, a receita média por turista no hotel subiu 3% face a 2016, fixando-se nos 135 euros, numa análise na qual se destacou novamente Lisboa (17%). Houve, porém, quebra da receita média em destinos como Açores (-13%), Estoril (-11%) e Algarve (-8%).