Internacional

Catalunha. Puigdemont exige libertação de governantes catalães

Presidente destituído diz que é o líder "legítimo" e que os seus antigos ministros estão a ser presos por causa dos seus ideais. 

O presidente destituído da Catalunha, Carles Puigdemont, exigiu esta quinta-feira desde o seu exílio não oficial em Bruxelas que Espanha liberte os oito antigos governantes acusados de sedição e rebelião e enviados durante a tarde para prisão incondicional. “O clã furioso do [artigo] 155 quer-nos na cadeia”, disse Puigdemont num vídeo publicado nas redes.

“É um golpe contra as eleições do próximo 21 de dezembro”, prosseguiu o presidente destituído, que esta quinta-feira foi alvo de um mandado de busca internacional lançado por Espanha. “Como presidente legítimo, exijo a sua libertação”, lançou, dizendo também que apoia os “milhões de pessoas que assistem atónitas ao que passa”.

El clan furiós del 155 ens vol a la presó. El clam serè dels catalans és de llibertat! pic.twitter.com/kdHEaF0aQz

— Carles Puigdemont (@KRLS) November 2, 2017

Estes não foram os únicos comentários de Puigdemont em resposta à prisão incondicional preventiva decretada a oito antigos ministros catalães e a detenção preventiva com 50 mil euros de caução decidida para Santi Vila, o único que se demitiu antes da declaração de independência e que ao início da noite ainda não tinha saldado o valor.  

Antes do vídeo do início da noite, Puigdemont escreveu no Twitter que a Justiça espanhola “está a prender [os seus ex-ministros, ou consejeros] pelas suas ideias e por terem sido leais ao mandato aprovado pelo Parlament”. Puigdemont e os ministros que estão com ele em Bruxelas disseram na quarta que não vão regressar em breve a Espanha. 

A defesa do ex-presidente catalão e dos ex-ministros Antoni Comín, Clara Ponsatí, Meritxell Serret e Lluís Puig afirma que os cinco estão dispostos a participar nas audiências convocadas pela Assembleia Nacional, o tribunal especial destinado a julgar casos políticos, mas apenas à distância e por conferência, por recearem um julgamento injusto.