Sociedade

Populares lançam caça ao homem em Coimbra

Dois irmãos suspeitos de agressão continuam em fuga. O Ministério Público abriu inquérito, a PSP já identificou os jovens e nas redes sociais está aberta uma verdadeira ‘caça aos homens’.

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Há mais de uma semana que os dois irmãos suspeitos de agredir três pessoas em Coimbra estão em fuga. Os dois foram protagonistas de uma cena de violência na manhã de dia 1 de Novembro e, até ao momento, não há explicação para o sucedido.

No total, foram três as agressões: um funcionário do McDonals de 57 anos e dois jovens de 24 anos que terão ido em seu auxílio.

A Polícia Judiciária está a investigar a agressão, depois do Ministério Público ter considerado o caso como tentativa de homicídio. Entretanto, o carro dos dois homens foi apreendido pela PSP, que já identificou os suspeitos.

A demora na captura e o silêncio sobre o assunto, motivaram uma onda nas redes sociais de tentativa de captura dos suspeitos por parte de populares. João Vilaça Ramos é o autor de um texto de reflexão sobre o tema que entretanto já teve centenas de partilhas no Facebook. Na publicação,  partilha as fotos dos dois suspeitos nas quais os identifica com os nomes: José Trigueiro e Emanuel Trigueiro. 

«Não se esqueçam destas caras, para que nunca voltem a ter abrigo em Coimbra e Portugal», pode ler-se na publicação que conta já com centenas de comentários e partilhas de apoio à iniciativa

O texto refere-se aos suspeitos como «reis das feiras», com origem «na família cigana mais rica em Portugal» uma vez que os dois estão a ser identificados como membros da comunidade cigana a viver na cidade.  Palavras como «raiva» e «nojo» são usadas várias vezes nos comentários à publicação, que divulga também o número de telefone da PSP de Coimbra, caso alguém os consiga identificar. No entanto, são vários os que dizem que pela cidade corre a teoria de que os dois terão «partido tranquilamente para Espanha».

Agressão injustificada

Os suspeitos eram os primeiros clientes do drive-in do McDonalds. Segundo João Castro, um dos agredidos, apenas pediu aos dois clientes para avançarem para a janela seguinte para serem atendidos. «Tirei a grade da janela e estava ajoelhado quando me começaram a agredir», conta. 

Um casal que estava dentro do carro à espera que o estabelecimento abrisse tentou socorrer o funcionário e acabou também por ser agredidos. O rapaz teve que ser hospitalizado e, segundo familiares, «só na cara levou vinte pontos». A namorada também foi agredida com pontapés e bofetadas, mas teve alta hospitalar mais cedo, assim como o funcionário do restaurante.

Cadastro

Os dois suspeitos de agressão não são desconhecidos das autoridades. Um dos rapazes, avança o Expresso, foi julgado e condenado sete vezes entre 2004 e 2015, sempre com penas de multa ou suspensas. Em 2013 foi condenado a quatro anos com pena suspensa e em 2014 foi condenado mais duas vezes por agressões, uma das vezes com pena de 13 meses e outra com uma de dois anos e meio. Em 2015 foi condenado pela quarta vez pelo crim de ofensas corporais agravadas. Além dos crimes relacionados com atos de violência, o suspeito foi condenado mais três vezes por crime de condução sob o efeito de álcool e por dois de posse de arma proibida. Desta vez, os dois estão indiciados pelo crime de tentativa de homicídio.