Sociedade

Letícia, a primeira de 213 bebés deste primeiro dia do ano em Portugal

Menina nasceu no Porto dois meses antes do previsto. Segundo as estimativas da Unicef, bebés que nasçam este mês em Portugal provavelmente vão viver até 2100

Chama-se Letícia, nasceu às 27 semanas e dois dias no Centro Materno Infantil do Norte, no Porto, e é uma das primeiras bebés a nascer este ano em Portugal. O parto normal aconteceu à meia-noite desta segunda-feira, dia em que a Unicef revelou novas estimativas sobre nascimentos e o desejo da organização para 2018: melhorar a sobrevivência infantil em todo o mundo. Ao todo, eram esperados 385.793 nascimentos em todo o mundo neste primeiro dia do ano. Em Portugal, é provável que entre a meia-noite e as 24h de hoje nasçam 213 crianças.

As estimativas da UNICEF deixam outro dado curioso: tendo em conta a esperança de vida à nascença no país – 77,6 anos para os homens e 83,3 anos para as mulheres – uma criança que nasça este mês em Portugal provavelmente viverá até 2100. Uma realidade ainda bem diferente noutros países. “Uma criança nascida na Somália terá uma esperança média de vida de apenas 57 anos. Infelizmente, essa será a realidade para perto de metade das crianças nascidas este ano” disse em comunicado Beatriz Imperatori, diretora executiva da Unicef Portugal.

O compromisso reiterado pela organização é promover melhores cuidados de saúde neonatais, para contribuir para a diminuição da mortalidade infantil, que em Portugal regista dos melhores indicadores a nível internacional. “Nas últimas duas décadas, o mundo assistiu a progressos sem precedentes em matéria de sobrevivência infantil, tendo-se reduzido para metade o número de crianças que morrem antes do seu quinto aniversário em todo o mundo para 5,6 milhões em 2016. Mas apesar destes avanços, o progresso para os recém-nascidos tem sido mais lento. Os bebés que morrem no primeiro mês representam 46 por cento de todas as mortes entre crianças com menos de cinco anos”, assinala a Unicef em comunicado.

A organização antecipa que, em fevereiro, será lançada a lançar a campanha global Every Child Alive, “para conseguir levar soluções de saúde de qualidade e financeiramente acessíveis a todas as mães e recém-nascidos”. O fornecimento estável de água limpa e eletricidade a unidades de saúde, a presença de pessoal de saúde qualificado durante o nascimento, a desinfeção do cordão umbilical, o aleitamento materno na primeira hora após o nascimento e contacto pele a pele entre a mãe e filho são algumas das preocupações e medidas que podem fazer a diferença na sobrevivência das crianças.