Economia

Viagens. Conheça os destinos eleitos pelos portugueses para 2018

Os viajantes portugueses são os que mais procuram preços baixos no momento de marcar a sua viagem. E é também por isso que optam por reservar quase em cima da data. Os portugueses deixam essa tarefa para apenas 49 dias de antecedência

As cidades de São Vicente e do Sal são as que mais cresceram ao nível das reservas dos viajantes portugueses para 2018, em comparação com a mesma época do ano anterior, tendo como base as reservas feitas ainda em 2017. Já em volume de reservas, Paris, Amesterdão e Ponta Delgada são os destinos até agora mais procurados pelos portugueses para 2018, tendo igualmente como base reservas efetuadas ainda no ano passado. A conclusão é do estudo “O viajante europeu: tendências e previsões”, realizado pela eDreams.

Ainda assim, a agência de viagens online, entre os 20 destinos com o maior crescimento em reservas previsto para 2018, inclui o Funchal como o sétimo mais procurado (subida de 114%), enquanto Ponta Delgada surge na 18.a posição (mais 81%). Ao mesmo tempo, acredita que os voos low-cost de longo curso vão tornar-se habituais no próximo ano.

A verdade é que estes dados poderão sofrer algumas alterações, uma vez que, segundo o mesmo estudo, os passageiros portugueses, juntamente com os italianos, são os que reservam com menos antecedência as suas “escapadinhas” de verão, efetuando a reserva com apenas 49 dias e 51 dias de antecedência, respetivamente, para viagens realizadas em junho, julho e agosto. Já espanhóis e alemães são os que planeiam com mais antecedência, efetuando a sua reserva, em média, 49 e 52 dias antes, respetivamente.

Maior procura em 2017 A nível geral, a cidade de Londres foi, durante 2017, a mais procurada pelos turistas europeus, registando um aumento de popularidade na ordem dos 24%. Barcelona, Maiorca e Paris surgem como os destinos mais procurados a seguir à capital inglesa.

Face a 2016, o estudo da eDreams destaca ainda um aumento de 29% nas viagens de longo curso reservadas por viajantes europeus, justificando este facto pela redução nos preços destas viagens graças à entrada de companhias low- -cost nas rotas.

No entanto, olhando para os 100 principais destinos de longo curso reservados pelos europeus, o custo dos voos deste tipo de ida e volta diminuiu 7% – de 610 euros em média durante 2016 para 569 euros em média em 2017. Os portugueses, italianos e alemães são especialmente adeptos das transportadoras low--cost para as viagens de longo curso, registando-se um aumento no número de passageiros de 19%, 16% e 17%, respetivamente, em comparação com igual período do ano passado.

Esta análise indica também que os viajantes europeus viajaram durante mais tempo – os voos marcados para viagens entre 14 e 20 dias aumentaram 21% face ao ano anterior, com as reservas para as viagens com mais de 21 dias a aumentar 22% em comparação com 2016.

Lisboa e Porto entre os favoritos A capital portuguesa foi a quinta cidade mais procurada pelos viajantes, registando um aumento de 17% face ao ano passado. Já o Porto ficou em nono lugar, ao registar um crescimento da procura na ordem dos 12%.

Estes dados vão ao encontro dos números que têm sido divulgados pelo setor e que já apontam 2017 como o melhor ano de sempre para Portugal. Tudo indica que o nosso país terá recebido mais de 21 milhões de turistas no ano passado, o que compara com os 19,1 milhões de 2016, segundo as contas da secretária de Estado do Turismo, Ana Mendes Godinho.

Também as previsões da hotelaria têm sido otimistas. De acordo com a Associação da Hotelaria de Portugal, 2017 “será o terceiro ano de crescimento, o que vai permitir consolidar resultados”. Este aumento da procura nos hotéis foi também acompanhado pelos preços pagos nas unidades hoteleiras, que registaram igualmente um crescimento.

A verdade é que os resultados são mais significativos se analisarmos os números desde o início do ano, com Portugal a receber até outubro 18,2 milhões de hóspedes, 51,6 milhões de dormidas e três mil milhões de euros de proveitos, representando crescimentos de 8,6%, 7,1% e 16,6%, respetivamente.

Mas o turismo não fez sucesso apenas nas grandes cidades portuguesas. Há mais destaques nacionais: a ilha Terceira, nos Açores, registou um aumento de 155% em comparação com 2016, tornando-se o destino europeu de curta distância com maior crescimento entre os turistas europeus. Já Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, teve um aumento da procura na ordem dos 61% — foi a quinta cidade mais procurada em viagens de curta distância. “Este aumento da procura da Região Autónoma dos Açores é justificado pelo Governo Regional dos Açores pelo investimento no turismo e pela introdução de novos voos low-cost de e para os Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha, Espanha e Portugal continental”, diz o mesmo estudo.

Pesquisa Também a utilização de dispositivos móveis para fazer reservas através de uma agência de viagens online registou um crescimento assinalável: o estudo refere que cerca de 23% dos portugueses usaram dispositivos móveis para fazer as suas reservas durante 2017 - um crescimento de 229% durante a última década. Espanha regista a maior percentagem de viajantes a fazer reservas online usando um dispositivo móvel – 37% –, enquanto a Suécia foi o país em que este tipo de utilização mais cresceu em dez anos: 283%.