Economia

Carlos Silva em risco no BCP

O atual vice-presidente do Millennium  BCP poderá estar em risco na futura administração da instituição financeira.

Os nomes dos novos órgãos sociais irão ser votados em maio deste ano e terão de ser aprovados pelo Banco de Portugal. E a idoneidade de Carlos Silva poderá estar em causa na sequência da evolução do julgamento do caso Fizz.

Ainda esta semana, Orlando Figueira reiterou em tribunal que quem o contratou e lhe garantiu um empréstimo no Banco Privado do Atlântico foi Carlos Silva, presidente desta instituição bancária e vice-presidente do BCP.

O antigo procurador disse também que só não contou a verdade no primeiro interrogatório, omitindo o nome de Carlos Silva (bem como de Daniel Proença de Carvalho) devido a um acordo de cavalheiros que tinha feito com o advogado Proença de Carvalho. E, para provar os contactos com o banqueiro e com o conhecido advogado, a defesa do procurador solicitou na quinta-feira, inclusivamente, a junção da faturação detalhada telefónica, entre 2012 e 2015, e o registo das entradas e saídas no Millennium BCP.

Contactado pelo SOL, o Banco de Portugal assegurou que «avalia a adequação dos membros dos órgãos de administração e fiscalização nos termos do disposto nos artigos 30.º e seguintes do Regime Geral das Instituições de Crédito e Sociedades Financeiras». E sublinhou que «aguarda a proposta de composição dos órgãos sociais do BCP para o mandato que se iniciará em 2018». Para concluir: «Neste âmbito será também analisada a avaliação que a própria instituição terá de realizar sobre cada um dos membros propostos, conforme previsto na lei».