Sociedade

Fizz. Blanco falou sobre o trabalho conjunto com Orlando Figueira e Teresa Sanches

Julgamento da operação fizz teve início na semana passada e decorre no Campus de Justiça, em Lisboa. 

Esta manhã, durante o julgamento que está a decorrer no Campus da Justiça em Lisboa, Paulo Blanco falou sobre o trabalho conjunto entre Orlando Figueira e Teresa Sanches. “Tive conhecimento que o doutor Orlando era coadjuvado pela senhora doutora Teresa”. No entanto, sublinhou que não concorda com o facto de Teresa Sanches não ter autonomia suficiente evocando um e-mail que a mesma terá enviado a Orlando Figueira quando este já não estava no DCIAP, a “dar conhecimento e a pedir ajuda” sobre os processos.

“Orlando Figueira não estava no DCIAP e a senhora Teresa Sanches envia-lhe um email dando-lhe conta do processo”, ao que o antigo procurador lhe responde a dizer que "já deu despacho há meses atrás".

O advogado defendeu ainda que a partir do momento em que "as procuradoras analisaram este email julgo que tinham necessariamente de retirar consequências dele e o processo tinha de decorrer contra Teresa Sanches".

Blanco voltou a reforçar, perante o coletivo de juízes, que nao conheceu Manuel Vicente antes de 21 de novembro de 2011 e que não existe qualquer acordo. "Eu não sabia que viria a ser advogado do procurador Manuel Vicente". O advogado propôs ainda que o seu nome terá sido sugerido a Manuel Vicente "na sequência da corresponderia trocada" entre ele e o procurador geral da Angola. O advogado frisou também que foi apenas na reunião que decorreu no dia 29 que conheceu Armindo Pires, que lhe explicou "que era o procurador civil de Manuel Vicente". 

Viagem a Angola

"Não fui eu que convidei Orlando Figueira a conhecer Angola, no âmbito da semana da legalidade, foi o senhor procurador geral de Angola", sublinhou. Quanto à questão dos vistos, Blanco defendeu que, quando foi exigido o pagamento dos vistos aos magistrados, o seu "escritório adiantou o dinheiro" e foi, posteriormente reembolsado "pela República de Angola".

Segundo a acusação, o convite feito a Orlando Figueira para participar na semana da legalidade, em Angola, terá sido feito por Paulo Blanco. No entanto, o advogado defende que não foi ele que propôs a viagem.