Internacional

Israel. O cerco está a apertar-se em redor de Benjamin Netanyahu

Num dia alucinante, o primeiro-ministro viu o seu círculo íntimo detido e confrontou-se com novas acusações. 

A sorte do primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu alterou-se esta terça-feira de forma alucinante. O homem que lidera o governo há mais de cinco anos e orientou Israel no seu rumo nacionalista atual viu as autoridades deterem vários amigos e conselheiros do seu círculo íntimo, num importante passo da investigação que tenta provar que o primeiro-ministro trocou favores políticos por uma cobertura noticiosa mais favorável na rede de telecomunicações Bezeq.

Um dos detidos, segundo afirmava esta terça à noite a imprensa israelita, estará prestes a assinar um acordo com a investigação para testemunhar contra Netanyahu.

O dia foi próspero em desenvolvimentos negativos para o primeiro-ministro. Os meios de comunicação divulgaram de manhã um novo caso de corrupção no universo Netanyahu, acusando um alto responsável do governo israelita, próximo do líder, de subornar um juiz para que abandonasse uma investigação à mulher do primeiro-ministro. As novas alegações somam-se ao caso Bezeq e ainda ao dossier que investiga o pagamento de cerca de 300 mil dólares em subornos ao primeiro-ministro, sobre o qual a polícia israelita se pronunciou na semana passada, aconselhando uma acusação.

Os partidos da coligação nacionalista liderada por Netanyahu garantiram na semana passada que não abandonarão o primeiro-ministro até que o Ministério Público apresente uma acusação formal. Encurralado entre vários casos mediáticos capazes de derrubar a sua carreira política e governo, porém, o líder israelita vê-se hoje com pouca margem de manobra.

Esta terça à noite, e à medida que a oposição engrossava os pedidos de demissão, Netanyahu respondeu às mais recentes acusações no seu característico estilo confrontacional, negando-as, dizendo que são “alucinatórias”, “sem qualquer fundamento” e apenas o mais recente capítulo de “uma campanha de perseguição contra mim e a minha família que já dura há anos”.