Politica

Costa: "Portugal está disponível para contribuir mais para União Europeia"

O primeiro-ministro afirmou que é preciso que cada estado esteja disponível para "dar mais" para compensar a saída do Reino Unido

António Costa reuniu esta sexta-feira com os chefes de Estado dos países da União Europeia, numa cimeira informal para discutir o quadro financeiro plurianual pós-2020 e o quadro institucional da União depois da saída do Reino Unido.

O primeiro-ministro português lembrou que, mesmo com o Brexit, existem compromissos assumidos, nomeadamente para "investir mais na prevenção do terrorismo, mais na politica de migrações, mais na segurança coletiva, mais no mercado digital, mais na investigação e desenvolvimento e, ao mesmo tempo, manter a identidade daquelas que têm sido políticas que fazem parte da identidade da própria União Europeia".

"Para que isso aconteça com menos contribuições [devido ao Brexit], é necessário que cada Estado esteja disponível para dar mais, como Portugal está disponível para contribuir mais para a UE, mas também é importante que a UE possa ter novos recursos próprios, de forma a não estar simplesmente dependente das contribuições dos Estados", afirmou Costa.

Sobre a possibilidade de novos impostos europeus, o chefe do executivo relembra que já existem possibilidades a serem discutiras para "acompanhar o esforço das contribuições dos Estados". "Há um conjunto de domínios que têm vindo a ser sugeridos, de haver taxações alinhadas com as políticas da UE. Se há uma preocupação ambiental em matéria, por exemplo, quanto à produção dos plásticos, pode ser uma ideia, e é uma sugestão do comissário Oettinger. Todos temos uma enorme dificuldade a cada nível nacional de proceder à taxação das atividades comerciais das grandes multinacionais do digital", explicou.

António Costa acredita que "e essa dificuldade é grande a nível nacional, é menor ao nível da UE, e essa pode ser outra fonte de recurso próprio para a UE". "Portanto, há várias soluções, e o que devemos é trabalhar em conjunto e, sobretudo, não desiludir os europeus. Os europeus não compreenderiam, depois de Bratislava", onde foi acordado o "roteiro sobre o futuro da UE depois do Brexit e "que agora, chegada a hora de verdade, cada um se chegasse para trás. É altura de cada um dar um passo em frente".

O chefe de governo considera "muito importante que se faça um grande esforço para que tudo se resolva ainda nesta legislatura, porque quando um problema é difícil não fica mais fácil adiando a sua solução, simplesmente acumulam-se as dificuldades em encontrar soluções".