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PSD traz a saúde, o Montepio e as toupeiras ao debate

António Costa afirmou que a situação do Montepio é da responsabilidade do Banco de Portugal

Fernando Negrão disse que Mário Centeno “admitiu que havia problemas de gestão na área da saúde”, e citou o aumento dos tempos de espera e a diminuição do número de consultas realizadas. “265 doentes morreram à espera de serem operados”, acrescentou.

“É do litoral que vêm as maiores queixas, mas nós sabemos que no interior a situação está bem pior”, acrescentou o deputado social-democrata.

Costa respondeu com o valor da despesa: “A despesa da saúde aumentou 5% em relação a 2015”. “Tivemos o ano passado mais 18.579 intervenções cirurgias” e “301.509 consultas do que tínhamos em 2015”, disse o primeiro-ministro referindo o maior investimento financeiro e de pessoal no Serviço Nacional de Saúde (SNS). Negrão recusou os dados, dizendo que “não correspondem à verdade”, e afirmou que houve “uma diminuição de 25% de investimento na área da saúde “em 2017

Sobre o caso do Montepio, Fernando Negrão exigiu uma explicação sobre as contas da associação mutualista. “Este filme não é novo, nós já vimos este filme em vários bancos privados”, disse o deputado do PSD, acrescentando que “contas marteladas são buracos financeiros no futuro”.

Costa começou a resposta levantando suspeitas sobre o “profundo interesse sobre a situação do Montepio”. “Não deve colocar a questão ao governo, mas deve colocar a questão à entidade legalmente habilitada a supervisionar as contas do banco Montepio, como o banco Montepio não é tido como banco relevante, a sua supervisão não cabe ao Banco Central Europeu, cabe ao Banco de Portugal” disse Costa.

“Interesse particulares tem o governo socialista”, acusou Negrão, reforçando estar a falar da associação mutualista e não sobre o Montepio.

Sobre o caso do acesso de um informáticos a documentos de justiça através de uma password de uma juíza, Negrão quis saber se o governo “tomou alguma medida para criar conclusões para o sistema informático não estar sujeito a estas situações”. Costa recusou-se a especular sobre o assunto, acrescentando que acredita não haver forma de “prevenir que alguém que esteja certificado para utilizar o sistema o utilize de forma indevida”.